Artigo

Quinta de Lemos

Costuma dizer-se que o homem sonha e a obra nasce. A Quinta de Lemos é o resultado do sonho de um homem, Celso de Lemos, com um percurso tão ascendente como invulgar. Escondida no vale do Dão, a uma altitude de 340 m, a Quinta de Lemos é um projeto de amor – e isso nota-se. Amor à terra, amor ao ‘terroir’, amor a Portugal. Num total de 50 hectares, repartido entre 25 de vinha e 3000 oliveiras, nasceu a Quinta de Lemos, em finais da década de 1990.

Foi quando comprou uma vinha em Silgueiros, nessa altura, que o sonho de Celso começou a tomar forma – o de criar um vinho excecional, de qualidade e excelência ao nível dos melhores no mundo, e desse modo, devolver à sua região natal algo com que a vida o havia brindado. Com uma vida de trabalho árduo, muita perseverança e muita exigência – consigo próprio e com os padrões de qualidade -, Celso de Lemos ergueu do nada uma empresa que é hoje líder mundial no segmento dos têxteis de luxo: a Abyss & Habidecor. Presente em lojas de referência como o Harrod’s ou o Bloomingdales, serve de pano de fundo para o projeto que se ergueu em Silgueiros, num primeiro momento para ali acolher clientes e convidados pessoais da família De Lemos.

Foi assim que surgiria mais tarde, em 2013, o belíssimo Edifício de Lemos – que coroa o cimo da vinha e de lá possibilita uma vista deslumbrante sobre a propriedade. Assinado pelo arquiteto Carvalho Araújo, com a intervenção da decoradora Nini Andrade Silva, foi distinguido como um dos cinco melhores edifícios do ano em que foi inaugurado (2014) pela Archidaily, uma das referências mundiais de arquitetura.

O seu interior viria a ser enriquecido pelo Mesa de Lemos, um restaurante sofisticado, dominado pelo imponente granito rochoso e pelo vidro, que inunda a sala de luz. É neste espaço privilegiado, que passou a ser palco do que melhor se produz na quinta – os produtos da horta, o azeite, e acima de tudo, o vinho – que é possível saborear e desfrutar das melhores harmonizações à mesa com os vinhos Quinta de Lemos. Sob a batuta afinada do chef Diogo Rocha, o Mesa de Lemos tem vindo a afirmar-se como o espaço gastronómico de referência da região de Viseu.

Mas antes do edifício, veio o vinho. Aquele cujo objetivo era ser “apenas” o melhor do mundo. É sempre essa a filosofia inerente a qualquer projeto de Celso de Lemos. Para fazer, é preciso tentar ser o melhor. O ano de 2005 assinala o primeiro vinho da Quinta de Lemos, o primeiro cujo objetivo era cumprir o potencial do Dão. A mais antiga região produtora de vinho de Portugal detém as condições climáticas, o terroir e as castas autóctones que permitem a criação de vinhos de excelência. O granito e os solos arenosos marcam a região, que está bem protegida por quatro grandes serras – Estrela, Caramulo, Buçaco e Nave -, que encontramos representadas no logotipo da Quinta de Lemos. O clima é continental com influências atlânticas, que se traduzem em humidade e frescura.

A Quinta de Lemos possui vinhos típicos do Dão desde 2005, tendo várias referências premiadas internacionalmente. Desde que a marca foi lançada no mercado, a qualidade dos vinhos da Quinta de Lemos tem sido alvo das principais distinções a nível nacional e internacional. Robert Parker, o crítico da área mais reconhecido internacionalmente, pontuou todos os vinhos da colheita de 2011 da Quinta de Lemos com mais de 91 pontos, feito que poucos produtores a nível mundial se podem orgulhar. Por outro lado, a Quinta de Lemos é um dos únicos produtores que todos os anos produz vinhos monovarietais, exibindo características individuais de quatro castas autóctones da região (Alfrocheiro, Jaen, Touriga Nacional e Tinta Roriz), que trabalha de forma especial. Apenas 20% das uvas retiradas das vinhas são utilizadas para a produção de todos os vinhos da marca, os 20% que respeitam os padrões de alta qualidade requeridos pela família de Lemos. Além dos monocasta, a marca produz todos os anos blends, elaborados também a partir de castas autóctones da região, que homenageiam as figuras femininas da família (Dona Georgina, Dona Santana, Dona Louise, Dona Paulette, Geraldine e Lucita).

Dona Georgina é a mãe de Celso de Lemos, a matriarca da família, dando o seu nome ao vinho mais premiado até hoje da Quinta de Lemos e que reflete a essência do trabalho e dedicação às uvas desta quinta. Este é um vinho exclusivo, que reforça o grande carisma do Dão, que junta a tradição e a modernidade, a tecnologia e a natureza.

Entre as nossas vinhas, encontra-se uma parcela excecional, envolvida por um bosque que a protege de flutuações climáticas. Aqui nasceu o Touriga do Bosque. Este vinho esplêndido apresenta um nariz floral, intenso e fruta madura, onde sobressai bergamota de elevada pureza, e uma boca cheia e vigorosa, equilibrada e de grande profundidade.

O vinho Três Armandos é um tributo aos já falecidos três Armandos Lemos – Esteves. Tem maior concentração e potência e um final mais intenso do que qualquer outro vinho da Quinta de Lemos. Acrescenta uma finesse maravilhosa no meio do palato, é refinado e sofisticado.

Dona Paulette 75 Anos, é um vinho branco excecional, criado em comemoração do aniversário da matriarca da família.

O VINHO

A Quinta de Lemos produz preciosos vinhos do Dão. As vinhas são tratadas por mãos experientes e dedicadas.

O sistema agrícola implementado um programa de proteção integrada, o que reduz ao mínimo as intervenções de produtos fitossanitários, demonstrando grande respeito pelo ambiente. As vinhas não são irrigadas, colocando a vinha à mercê do clima, o que sublima o carácter anual de cada vinho.

O respeito pela sazonalidade e pela passagem do tempo é outra das características fundamentais na filosofia de Lemos. Os vinhos devem ir para o mercado apenas quando estão absolutamente prontos para consumo e, por isso, a gama de vinhos tintos sai desta quinta pelo menos com cinco anos de garrafa e ainda cheios de fulgor e de longos anos pela frente, como se querem os vinhos do Dão.

O Enólogo

Hugo Chaves nasceu em Viseu em 1972 e estudou enologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Participou na fundação da Quinta de Lemos, em 1997, com grande dedicação.

Dotado de uma personalidade calorosa e uma mente criativa, o enólogo tem preferência por vinhos intensos, encorpados e saborosos.

 

O AZEITE

A Quinta de Lemos tem um olival de 7 hectares com cerca de 2500 oliveiras.

O olival é tratado dentro de um programa de proteção integrada, mantendo assim o respeito pelo ambiente.

A colheita é manual, para as árvores de pequeno porte: as azeitonas são colhidas diretamente das árvores. Nas árvores de maior porte, é usada uma ferramenta vibratória nos galhos que não danifi- cam ou partem a madeira.

As azeitonas são colocadas em caixas de no máximo 15 kg, e são transportadas para o lagar, onde é extraído o óleo por processos estritamente mecânicos e a frio.

A azeitona é processada num período máximo de 24 horas após a colheita, preservando assim sua máxima frescura e qualidade.

Todos os nossos azeites são extra virgens e têm uma acidez muito baixa que varia entre 0,09 e 0,12.

A Oleóloga

Cátia Correia nasceu em 1987 em Vale de Cambra.
Formou-se na Escola Superior Agrária de Viseu como Engenheira Agronómica.

Logo após concluir os estudos foi quase imediatamente contratada pela Quinta de Lemos para tratar dos pomares, colmeias e hortas na propriedade.

Começou a desenvolver o olival da Quinta de Lemos, em 2014 especializou-se em análise sensorial do azeite, começando aí a sua paixão pela área.

Em 2015, realizou um pequeno estágio em Itália, onde aprendeu as técnicas para fazer uma extração a frio.

www.quintadelemos.com

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