Artigo

MILA DORES | Novo single “Deixa Arder”

Deixa Arder” é a terceira descoberta do novo próximo disco de Mila Dores, sucedendo aos anteriores singles “Não te ponhas a jeito” e “Limão e Jasmim”. Com este “Deixa arder”, Mila Dores traz-nos uma mensagem muito crua e objectiva sobre o empoderamento feminino. Uma canção em que tal como os versos do refrão anunciam – “isto de ser mulher, nunca é quando um homem quer” – afirma que uma mulher não tem de ser a personificação da sociedade patriarcal.

Como a própria refere: “Não há regras nem convenções sociais para se ser mulher. Não é sobre o corpo que se tem nem sobre o que se veste; não é sobre a religião que se pratica; não é sobre orientação sexual; não é sobre ter menstruação ou sobre ter filhos. A canção fala-nos sobre uma mulher que se vê ao espelho sem filtros, que se aceita na sua plenitude física e emocional e se gosta como é, que honra a sua bagagem emocional e o seu corpo, é a encarnação de todas as histórias que já viveu e que ouviu.

Um statement artístico e social reforçado pela abordagem musical que construiu em partilha com a produtora artística do disco, Filipe Sambado, construiu e em que as evocações à “nova canção portuguesa”, habitualmente associadas às décadas de 70 e 80, ganham nova vida neste trabalho.

A par dos singles anteriores, o tema vem acompanhado de um visualizer produzido pela artista gráfica Cristina Viana, responsável também pelo artwork da capa do single.

Mila Dores é uma artista com um intenso “espírito livre” – palavras roubadas a uma crítica do Sunday Times aquando da sua passagem pelo Reino Unido -, cuja música e olhar imprimem uma auto-descoberta destemida. Estudou no Leeds College of Music e partilhou o palco com músicos de referência da cena jazzística britânica entre 2006 e 2012. Voltou a Portugal e aventurou-se para os palcos e para a gravação do seu disco de estreia – o álbum “A Quem Possa Interessar” sai em 2015 e a canção “Jaula” salta rapidamente para o disco dos Novos Talentos FNAC, na edição desse mesmo ano. Seguiu-se o EP “Canções de Sedição”, produzido por Miguel Ferreira, dos Clã, que  mereceu justos elogios à sua sensibilidade e cuidado na escrita e composição. Lança agora o primeiro tema do novo trabalho, que quis que aliasse essas influências às suas características de composição e canto, sem descurar as sonoridades contemporâneas.

 

Fotografia de Vera Marmelo.

 

Fonte: ocolectivo

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