Exposição em Paris em homenagem à grande poetisa e feminista portuguesa Natália Correia no seu centenário

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Decorrido um mês da abertura do ciclo de comemorações do centenário de Mário Cesariny de Vasconcelos (1923-2006) com a inauguração em Lisboa das exposições “Primeira Pessoa” e “… e os seus contemporâneos” na (sua) Casa da Liberdade e na Perve Galeria, poderá encontrar agora também obras do autor em Paris, apresentadas na exposição “Natália Correia, uma Mulher Atlante”.

Inaugurada no dia 8 de setembro na Maison du Portugal – André de Gouveia / Calouste Gulbenkian, na Cité Internationale Universitaire de Paris, a exposição homenageia a grande poetisa e feminista portuguesa Natália Correia (1923-1993, Portugal) no seu centenário.

Natália Correia, escritora, poetisa e política portuguesa, foi uma das mais proeminentes feministas durante a ditadura em Portugal (1932-1974). Através do seu trabalho e ativismo, procurou dar poder às mulheres e desafiar as normas patriarcais e os papéis tradicionais de género, escrevendo e falando abertamente sobre os direitos das mulheres e a necessidade de se libertarem das expectativas sociais que as limitavam a donas de casa e mães. A sua poesia e literatura, desafiando o status quo, proporcionaram uma plataforma para explorar as experiências e perspectivas das mulheres. Em 1966, Natália Correia foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, por ter publicado a “Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, considerada ofensiva para os costumes. Em 1971, com a poeta e escultora surrealista Isabel Meyrelles, fundou o importante espaço cultural “Botequim”, onde se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa nas décadas de 1970 e 1980. Após a Revolução dos Cravos, de 1980 a 1991, Natália Correia foi deputada à Assembleia da República, onde conseguiu levar a poesia e as artes para o centro da discussão política.

Com organização de Ana Paixão e Paula Lisboa, e curadoria de Rui A. Pereira, “Natália Correia, uma Mulher Atlante” celebra a vida e o legado da autora, no ano em que completaria 100 anos. A Casa da Liberdade – Mário Cesariny e a Perve Galeria não só cederam importantes obras de arte históricas das suas colecções, como as de Mário Cesariny (no ano em que o poeta e pintor surrealista celebraria também 100 anos), Borderlovers, Fernando Lemos, Isabel Meyrelles e José Escada, entre muitos outros importantes artistas portugueses; como tiveram um papel ativo na produção e comunicação da exposição, que estará patente até 28 de outubro.

Em Lisboa, poderá visitar a Casa da Liberdade – Mário Cesariny e a Perve Galeria até 26 de novembro, para usufruir das duas exposições em homenagem ao poeta e pintor surrealista, Mário Cesariny.

“Primeira Pessoa” na Casa da Liberdade – Mário Cesariny apresenta obras que cobrem as mais de seis décadas de produção artística do autor, contando com desenhos sobre papel, poemas-pintura, colagens, poemas-objecto e pintura sobre almofadas.

A obra plástica de Cesariny estende-se ao edifício contíguo, a Perve Galeria, onde na exposição “… e os seus contemporâneos” são exibidas obras colaborativas e cadavres-exquis com o autor. Num diálogo entre o espólio inédito do artista, que conta com fotografias e correspondência entre os seus companheiros surrealistas, e a obra gráfica dos mesmos, e das demais relações estabelecidas por Cesariny, poderá ficar a conhecer de forma mais íntima as relações de uma das personalidades maiores das artes e da poesia em Portugal.

Mais informações: www.pervegaleria.eu

 

FONTE: perveglobal.com

FOTOGRAFIA: Borderlovers (n. 1960 | 1979, Portugal) Natália Correia, 2019 Acrílico sobre papel de parede 190 x 220 cm,

CRÉDITOS: © Perve Galeria & Casa da Liberdade – Mário Cesariny

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