Tó Trips

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Tó Trips é, reconhecidamente, dos músicos portugueses mais interessantes das últimas décadas. Dos agitados tempos dos Amen Sacristi, ainda no Liceu Pedro V, e dos memoráveis Lulu Blind, aos Dead Combo, que partilha com Pedro Gonçalves, passando pelas experiências a solo de “Guitarra 66” e, mais recentemente, de “Guitarra Makaka”, Tó Trips tem marcado presença nos mais inovadores e entusiasmantes projectos do imaginário alternativo musical nacional.

Conversar com ele é embrenharmo-nos numa viagem pelas músicas do mundo. As músicas que o marcaram e tantas outras que foi descobrindo ao ritmo de uma curiosidade que a idade foi aguçando. Uma viagem sem direcções pré-definidas, que tão depressa nos leva ao punk/hardcore ou ao jazz, como à guitarra de Paredes, mas sempre com um fio condutor – os sons que foram influenciando a sua composição.

Bica: Como te surgiu o gosto pela guitarra?

Tó: Isto surgiu porque a minha mãe, aos quarenta e tal anos começou a tocar guitarra na igreja. Então, passou a haver uma guitarra lá em casa e comecei a tocar. Entretanto, no tempo de liceu (D. Pedro V), abriu o Rock Rendez Vous lá ao lado e havia umas matinés às quartas feiras aonde o pessoal ia e pronto, comecei a ter bandas com a malta lá do liceu. Depois fui para a António Arroio sempre com esta mania das bandas. Com os Amén Sacristi, que foram a minha primeira banda, ainda participámos em dois concursos de música moderna no Rock Rendez Vous. Depois, mais tarde, essa banda acabou e o Jorge Ferraz convidou-me para os Santa Maria Gasolina em Teu Ventre! que era uma banda que gravava pela “Ama Romanta”. Ainda gravei um disco com eles e depois nos anos 90 formamos os “Lulu Blind“ que duraram para aí 10 anos.

Depois cansei-me de bandas! (risos). Eu gosto bastante de bandas, mas sabes como é, o pessoal vai saindo, muita gente com problemas, drogaria e não sei quê, e cansei-me daquilo. Por isso comecei a gravar umas coisas sozinho. Entretanto, encontrei o Pedro e formamos os Dead Combo.

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