Artigo

TIVOLI AVENIDA LIBERDADE APRESENTA EXPOSIÇÃO DE NATHAN KUNIGAMI

“A MATA NÃO PEDE PASSAGEM” é o nome da primeira exposição individual de Nathan Kunigami do Kokuga Flower Studio, uma instalação site specific que acabou de inaugurar e irá estar presente no Lobby do Tivoli Avenida Liberdade.

Nas palavras de Nathan Kunigami, “há algum tempo que tenho o desejo de criar peças em grande escala. Quando recebi o convite do Tivoli para desenvolver as instalações no lobby do hotel, fiquei extremamente lisonjeado e também entusiasmado com o projeto. O meu intuito foi criar algo belo, mas também provocativo. Minhas peças sempre têm alguma estranheza nelas e estas não são diferentes. A ideia é forçar quem ali passa a desacelerar, mesmo que por alguns segundos”.

Inaugurada dia 17 de abril, esta exposição estará presente no Tivoli Avenida Liberdade até dia 30 de setembro, sendo a exposição de abertura do calendário artístico do hotel lisboeta no ano de 2024, programa este que tem como principal objetivo dar palco a variadas mostras temporárias de Arte Contemporânea. Assim, A MATA NÃO PEDE PASSAGEM, de Nathan Kunigami, integra o conceito “Tivoli Art Collection – Make Room for the Masterpieces” e promete trazer para o centro da cidade a natureza em todo o seu esplendor.

 

A MATA NÃO PEDE PASSAGEM

Na cultura popular brasileira, influenciada pelas suas raízes indígenas, há a crença de que devemos sempre pedir licença antes de entrar no mar ou na mata. Uma reverência e respeito às entidades que ali habitam – o ato de pedir licença reconhece a floresta como um lugar sagrado. A exposição A MATA NÃO PEDE PASSAGEM é uma ode à força e resiliência da natureza, apesar do seu constante apagamento pelo homem através dos séculos.

 

Inspirado pela imagem de uma flor a brotar de uma rachadura no asfalto, o artista floral Nathan Kunigami encontrou o seu ponto de partida para desenvolver as duas peças site specific presentes na mostra. A primeira tem o intuito de despertar o interesse e estranheza de quem a vê antes mesmo de entrar no hotel. É uma escultura botânica amórfica que invade um espaço que não lhe pertence, mas que já foi seu. Intitulada “Davina”, é uma homenagem à avó de Kunigami que sempre foi apaixonada por botânica. Já a segunda – um conjunto de três esculturas – eleva o que deveria ser terreno. Ao apresentar estas peças flutuantes, o artista propõe uma reflexão sobre a nossa relação com a natureza.

 

Assim como na Ikebana, arte milenar japonesa de arranjos florais e uma das principais inspirações para o trabalho de Kunigami, a composição apresenta três elementos: “Shin” (Céu), “Soe” (Terra) e “Tai” (Humanidade). O objetivo desta composição, assim como uma Ikebana, é o de encontrar a harmonia entre os três.

 

Fonte: oapartamento.com

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