DGARTES apoia participação portuguesa na 35ª Bienal de São Paulo

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A DGARTES assinou hoje um acordo de cooperação internacional com a Fundação Bienal de São Paulo, para apoio à presença portuguesa na 35ª Bienal de São Paulo. A edição deste ano, dedicada ao tema “Coreografias do Impossível”, terá lugar de 6 de setembro a 10 de dezembro de 2023, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, em São Paulo.

A participação portuguesa é composta por Carlos Bunga e Raquel Lima, que estarão entre os 120 artistas e coletivos selecionados pela equipa curatorial constituída por Grada Kilomba, Manuel Borja- Villel, Diane Lima e Hélio Menezes, para esta edição que privilegia uma programação multidisciplinar comprometida com as preocupações sociais e encontra nas artes visuais e artes plásticas uma ferramenta para pensar a vida dos cidadãos.

A DGARTES destaca a relevância do trabalho dos artistas portugueses selecionados, bem como do contexto de acolhimento propiciado pela 35.ª Bienal de São Paulo e a sua importância para a promoção internacional das artes visuais e artes plásticas contemporâneas. A assinatura do presente acordo de cooperação dá, assim, continuidade à ligação que a DGARTES vem mantendo com a Bienal de São Paulo, a maior mostra de arte contemporânea do Hemisfério Sul, cujos padrões de excelência e consequente impacto e projeção internacional a tornam uma parceria incontornável.

A DGARTES realça, ainda, a importância do Brasil no quadro das prioridades da política europeia e externa portuguesa e o registo histórico da relevância específica das relações com o Brasil para a projeção e afirmação internacional da arte e da cultura portuguesa, importância que tem vindo a ter consequência no trabalho da DGARTES no domínio da internacionalização, seja a nível bilateral seja a nível multilateral, no caso no quadro dos Programas de Cooperação Ibero-Americanos IBERCENA E IBERMÚSICAS.

A Bienal de São Paulo acolhe cerca de 800 mil visitantes em cada edição, e realiza-se no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, um marco do modernismo brasileiro, projetado por Oscar Niemeyer. A entrada na Bienal é gratuita ao público durante os três meses de duração. Paralelamente, é realizada uma intensa programação de eventos, composta por debates, seminários, performances e apresentações, com atividades dirigidas para diversos públicos.

Carlos Bunga (Porto, 1976)

Vive em Barcelona, com trabalhos na área da escultura, pintura, desenho, performances, vídeo e instalações, tem reconhecimento internacional em museus e centros de arte internacionais como o Museo Reina Sofía, Serralves, o Museo Universitario de Arte Contemporáneo (Cidade do México), Whitechapel Gallery (Londres). Propõe-se apresentar a instalação “Inhabiting color”, apresentada pela primeira vez no Museo de la Universidad de Bogotá em 2015, onde uma grande superfície foi coberta com tinta amarela. O artista repete esse gesto, convidando agora o público a entrar, pisar e habitar a cor, que por sua vez se expande ao longo das paredes do espaço expositivo. Bunga propõe- se deslocar a pintura para que a possamos tocar e sentir.

Raquel Lima (Lisboa, 1983)

Poetisa, performer e arte-educadora. Apresentou a sua obra poética em África, América do Sul e Europa. “Erasure” foi concebido em São Tomé e Príncipe, tendo como ponto de partida a exploração da dimensão do apagamento na obra literária, académica e pessoal de Lima. O conceito de apagamento é abordado em sentidos gráficos e computacionais e em termos de identidade, com a literatura oral entendida como uma ferramenta para reconfigurar a história e gerar tensões face à materialização das fronteiras literárias e identitárias.

Fonte: https:dgartes.gov.pt

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