Radar-Residência artística de alunos em residência

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Radar é um programa de artistas em residência na escola que se prolonga por todo o ano letivo. Constitui-se como um programa de encontros quinzenais, em torno da arte contemporânea, no recinto escolar e nos espaços da Culturgest. Apesar de ir já no seu quarto ano de existência, Radar prima pelo seu carácter permeável sendo capaz de aproveitar as aprendizagens dos anos anteriores para, continuamente, se melhor adaptar ao público a que se destina: alunos, professores e artistas. Com esta proposta – e muitas outras que configuram a programação do nosso Serviço Educativo – procuramos sublinhar a importância da continuidade e a da consequência no trabalho com os diversos públicos que convidamos a crescer, a continuar e a residir connosco.

Para nos acompanharem no ano letivo 2017-2018 convidámos quatro artistas com percursos e abordagens muito distintas as artes, a escola e a infância.

Artista em residência n.º 1: Margarida Mestre

Gosto de começar pelo corpo. A experiência física e vocal são o princípio da relação com qualquer matéria. Nós, os outros e o espaço. A música que nos inspira e faz sair o que o corpo quer mostrar. Os fios de relação que se tecem entre nós. Paralelamente vem o pensamento sobre tudo o que vemos e sentimos, a expressão verbal para nos entendermos, questionarmos e ficarmos ainda mais curiosos. Tudo isto num caminho de fruição estética e sensorial das experiências que iremos desenhar.

Artista em residência n.º 2: Nuno Bernardo

Descobrir as cores e os sons do silêncio; construir os bonecos que habitam as artes; relacionar o tempo das ações com o espaço; desenhar por camadas atualidades e memórias ou filmar as sequências dos nossos sentidos são as propostas para a expressão do nosso crescimento em conjunto. Com a possibilidade de recurso a várias formas artísticas, e na negação a prevalência das coisas e dos objetos, desafiar a virtude de comunicação e de relação com o outro.

Artista em residência n.º 3: Patrícia Freire

“Ligo o meu processo de trabalho a dimensão da escultura, da instalação e da performance. Sendo o meu trabalho enquanto educadora um forte estímulo para o processo e a criação artística, não estou presa a nenhuma técnica e respiro a energia dos materiais sentindo um grande conforto e cumplicidade no ato de criar e concretizar. Gosto de ferramentas, salpicos e colas a mistura (e de caras felizes no uso e no resultado). O meu trabalho espelha isso e fala de envolvimento, de partilha e de algo inesperado que surge no exercício/objeto/som/performance/imagem, que estimula os sentidos e que desperta a criação.”

Artista em residência n.º 4: Susana Alves

“Trabalho no espaço entre dois mundos: a Arte e a Educação. Aqui tenho o privilégio de assistir ao momento em que o olhar se acende depois de uma descoberta. Acredito que a Educação tem muito a ganhar se se deixar contagiar pelos processos criativos da Arte Contemporânea. Proponho caminhar de questão em questão, criando situações que desafiem o pensamento, a lógica, a emoção e o crescimento. Não sigo uma linha única de trabalho e as linguagens a que recorro dependem da questão de partida, sendo esta definida em conjunto com quem trabalho. Os resultados vão acontecendo como resposta óbvia e necessária a essa questão inicial. A dança, a luz, a sombra, o pensamento, a aprendizagem e a criatividade são alguns dos temas que me inspiram.”

 

Foto: © Mana (pormenor)

De outubro de 2017 a maio de 2018 

Fonte: Culturgest

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