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"Vamos Fazer Melhor!", de Gidon Lev e Julie Gray

“Vamos Fazer Melhor!”, de Gidon Lev e Julie Gray

A Casa das Letras edita na próxima terça-feira, 11 de março, “Vamos Fazer Melhor!”, de Gidon Lev e Julie Gray, o relato dos quatro anos que o sobrevivente do Holocausto passou no campo de concentração Theresienstadt, na República Checa. Otimista nato, atualmente com 90 anos, dedicou a última década a combater o antisemitismo e preservar a memória do extermínio nazi, atualmente nas redes sociais, em especial, no TikTok (@thetrueadventures), onde tem quase meio milhão de seguidores e dez milhões de gostos.

Gidon Lev foi o preso 885 entre os 6 aos 10 anos, sem direito a nome ou identidade e perdeu, pelo menos, 26 membros da sua família, incluindo o pai, o avô, as tias-avós e os tios-avós. Após décadas de silêncio, partilhou pela primeira vez a sua história perante um grupo de estudantes alemães do ensino secundário. A seguir, decidiu falar com celebridades e diplomatas e utilizar as redes sociais para inspirar o mundo inteiro, tudo com a sua franqueza, charme e sabedoria característicos. Em 2021 abriu uma conta de TikTok e publicou vários vídeos a explicar o que foi o Holocausto e a sua própria história tornando-se uma figura central para os mais novos na explicação do negacionismo.

A vida de Gidon é ainda mais extraordinária pelas lições que aprendeu ao longo de quase um século. Como costuma dizer não se tem a vida que se quer, tem-se a vida que se tem − e o que conta é o que se faz com ela.Trabalhou até há pouco tempo, em part-time, a entregar flores no centro da cidade isrealeita de Ramat Gan, onde decidiu passar a reforma, depois de décadas como agricultor em dois “kibbutzs”. Mas Gidon foi professor de dança e soldado, tendo combatido na Guerra dos Seis Dias. Adora futebol, os seis filhos, 15 netos e duas bisnetas; Susan, a sua amada mulher durante 40 anos; e a sua inesperada companheira de fim de vida, Julie Gray, que conheceu quando tinha 82 anos, e com quem escreve este livro.

“Vamos Fazer Melhor!” é a história deste homem de espírito indomável, de alguém que partilha crenças e ver­dades simples e intemporais, como a reconciliação com o passado, enfrentar o ódio, viver o momento, aproximar as pessoas e onde encontrar esperança para o futuro. A lição final de Gidon para todos nós é que a oportunidade, grande e pequena, está à nossa frente todos os dias. E o nosso único objetivo, e possivelmente o melhor, é tornar as coisas melhores − melhorar gradualmente o que está ao nosso alcance, deixando algo melhor para trás. Este é um poder que todos temos, em qualquer momento, e a vida de Gidon é uma lição de como o fazer, mesmo perante a mais espantosa das adversidades.

Gidon Lev nasceu  nasceu Petr Wolfgang Low, a 3 de março de 1935, em Karlovy Vary (Carlsbad), na República Checa. Foi deportado para o campo de concentração de Theresienstadt, a norte de Praga, em 1941, com seis anos, e permaneceu no campo até à sua libertação, em maio de 1945. Atualmente, vive no norte de Israel com a sua mulher, Julie Gray.

Julie Gray é escritora e natural da Califórnia, cujo trabalho pode ser lido no Times of Israel, Moment Magazine, Huffington Post, Jewish Journal, New York Post e muitas outras publicações. Falou e ensinou sobre técnicas de narrativa nos estúdios da Warner Bros., Cal Arts, London Screenwriters’ Festival e Haifa International Film Festival, bem como no Weitz­man Institute e no IDC em Israel. Julie foi voluntária na Iniciativa de Paz do Médio Oriente, USAID, Kids for Pea­ce, Amnistia Internacional e Combatentes pela Paz.

Fonte: LeYa

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