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«A Água do Lago Nunca É Doce»

«A Água do Lago Nunca É Doce»

A LeYa/ Lua de Papel publica, a 29 de outubro, A Água do Lago Nunca É Doce, de Giulia Caminito. Este aclamado romance, que revela a prestigiada autora italiana em Portugal, foi finalista do prémio Strega e vencedor dos prémios Campiello e Strega-Off, estando já publicado em 22 países. Traduzido do italiano por Vasco Gato, A Água do Lago Nunca É Doce já está disponível em pré-venda online.

 

Terceiro romance de Giulia Caminito, considerada a escritora italiana de maior sucesso da sua geração, A Água do Lago Nunca É Doce conta a história de uma família que vive em condições precárias e luta por um futuro melhor. Num estilo ousado, direto e austero, Giulia Caminito escreve sem rodeios sobre uma realidade incómoda e expõe as hipocrisias da sociedade através de uma protagonista inquietante que não aceita a sua pobreza e cuja fúria parece capaz de rasgar o cenário de águas turvas, onde ela, e muitos outros, anónimos, (ainda) sobrevivem.

 

Gaia nasce e cresce pobre, ao lado dos marginalizados, dos que não importam, dos que nada têm. Aos seis anos mora num subúrbio problemático de Roma. Partilha uma casa minúscula com a mãe, Antonia, uma ruiva otimista e forte, o pai, que trabalhava nas obras até cair de um andaime e ficar paralítico, e os três irmãos. O mais velho, Mariano, é de um pai diferente, e os gémeos, mais novos, dormem num caixote de cartão. É com esperança num futuro melhor que a família se muda para um apartamento a trinta quilómetros da capital italiana, perto do lago Bracciano. Mas a nova morada revela-se igualmente hostil para Gaia, que ali se vai fazendo mulher, enfrentando diariamente uma vida que a agride e dececiona – ao ponto de lhe matar a capacidade de sonhar, ou pelo menos de desejar “não ser menos do que ninguém”, como a sua mãe insiste em repetir. Ao contrário de Antonia, que carrega o mundo aos ombros sem nunca esmorecer, Gaia enfrenta a pobreza e a humilhação com sucessivas vagas de ódio – contra tudo e todos, até contra si própria, que a afastam de qualquer hipótese de fuga ou redenção.

 

«Num romance visionário e original, tão literário como exuberante no seu estilo, a protagonista Gaia, ao enfrentar tragédias e separações, experimenta um feroz determinismo, que se abate sobre ela e parece negar qualquer possibilidade de redenção. Em pano de fundo está o lago cuja água nunca é cristalina e doce, uma metáfora poderosa da vida daqueles que lutam por pelas necessidades humanas mais básicas. Com uma linguagem austera e uma escrita poderosa, Giulia Caminito mistura harmoniosamente vida real e ficção.” Corriere della Sierra

 

“A água do lago é um combustível, movido pela pobreza e pela humilhação, que explode em chamas, tornando o romance de Giulia Caminito inesquecível: através de uma escrita refinada, oferece retratos de duas mulheres ruivas que ultrapassam os limites da inquietação, da crueldade e do desejo de redenção.” L’ Espresso

 

Giulia Caminito nasceu em 1988 e vive e trabalha em Roma, escrevendo regularmente para revistas e jornais. Estudou Filosofia Política, trabalhou em edição literária e publicou em 2016 o seu romance de estreia, La Grande A, que lhe valeu os prémios Bagutta Opera Prima, Berto Prize e Brancati Giovani. O sucessor, Un Giorno Verrà, de 2018, recebeu o Prémio Fiesole para autores até aos 40 anos, e este A Água do Lago Nunca É Doce, que revela a autora em Portugal, foi finalista do prémio Strega e vencedor do Campiello, estando já publicado em 22 países.

 

Traduzido do italiano por Vasco Gato, A Água do Lago Nunca É Doce chega às livrarias no dia 29 de outubro numa edição da LeYa/Lua de Papel com 304 páginas e um PVP de €17,90.

Fonte: LeYa

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