Artigo

“Esta Coisa da Vida Não é Nada Fácil”, memórias inconvenientes do embaixador José de Bouza Serrano, um retrato de Portugal

A Oficina do Livro edita na próxima terça-feira, 28 de abril, “Esta Coisa da Vida Não é Nada Fácil”, memórias incovenientes do embaixador José de  Bouza Serrano, uma homenagem mordaz à arte das aparências – “um ofício secreto e muito trabalhoso”. 

Um projecto original, com ilustrações de Amaro Della Quercia,  que diverge da linha das biografias não autorizadas: “Narrei e recordei alguns aspectos de vidas interessantes, que se cruzaram com a minha e os textos que se seguem são alguns exemplos verídicos, embora camuflados, de pessoas complexas e interessantes que caminharam no duplo exercício do ser e do parecer.”  

Já dizia Gabriel García Márquez que todos temos três vidas, uma pública, uma privada e uma secreta. Há, por isso, uma grande disparidade entre o que algumas pessoas são e aquilo que se esforçam por parecer; entre a imagem projectada pela família exemplar ou a carreira profissional de sucesso que conseguiram construir e a vida dupla, inconfessável, que levam na sombra. O mundo da diplomacia e da sociedade que a rodeia é fértil nestes personagens. Complexos e fascinantes, vivem em permanente estado de alerta, receosos de que o mínimo deslize possa significar o fim dos seus segredos e do papel que tão bem representam.

Ao longo do seu percurso de 36 anos como diplomata, nos corredores do poder e nos salões da sociedade mundana, José de Bouza Serrano conviveu com vários homens e mulheres que construíram a sua reputação atrás de máscaras, preferindo a ficção da decência à realidade de consequências incertas. São eles, e as suas desventuras, os grandes protagonistas destas memórias inconvenientes e bem-humoradas que prometem fazer corar os mais puritanos. Mas por onde passam também acontecimentos como o 25 de abril e não só.
JOSÉ DE BOUZA SERRANO nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1950. Licenciado em Direito, ingressou na carreira diplomática em 1978 nas embaixadas de Madrid, Bruxelas, Santa Sé, Ordem Soberana e Militar de Malta, Copenhaga e Haia, nas duas últimas como embaixador. Foi chefe do Protocolo do Estado e inspector-geral da Inspecção-Geral Diplomática e Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros, funções de que se reformou em 2020. Entre outros cargos, foi adjunto dos secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e Desenvolvimento, do ministro dos Negócios Estrangeiros, chefe de gabinete do secretário de Estado da Cultura, vice-presidente do Instituto Camões e assessor do primeiro-ministro. Foi agraciado com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras. É académico honorário da Academia Portuguesa da História e da Accademia di Arnau Roger, de Nápoles.

AMARO DELLA QUERCIA nasceu em 1982, em Vila Nova de Famalicão. Artista plástico, é formado  em Artes Plásticas pelo Ar.Co, em Lisboa, e licenciado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O seu trabalho tem sido exibido em Portugal e no estrangeiro. Viveu cinco anos em Itália, onde ainda hoje desenvolve um percurso expositivo consistente. Em 2023, foi distinguido com o prémio Osten, estando a obra premiada integrada na colecção da Galeria Nacional da Macedónia do Norte. Em 2025, iniciou uma colaboração com a Galeria São Mamede, onde apresentou as exposições individuais Cortejo de Solitários e Ritos de Carne e Papel. A sua obra está representada em colecções públicas e privadas, afirmando um percurso marcado pela circulação internacional e pela proximidade com o público através da figura humana como espaço de reconhecimento e inquietação.

 

Fonte: LeYa

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