Artigo

“O Menino”, novo romance de Fernando Aramburu, recorda explosão de gás que matou 50 crianças no País Basco

A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 8 de abril, “O Menino”, o novo romance do escritor espanhol Fernando Aramburu, sobre o vazio que uma criança deixa com a sua inesperada morte. Inspirado num acidente real ocorrido numa escola primária do País Basco, a 23 de Outubro de 1980, em que uma explosão de gás matou 50 crianças, está já a ser adaptado pela Netflix. Tal como aconteceu no passado com “Pátria”, a principal obra do autor e o retrato definitivo de Espanha nos tempos da organização terrorista ETA.
Nicasio, já reformado, costuma ir às quintas-feiras ao cemitério de Ortuella visitar a sepultura do neto. É um dos muitos falecidos na sequência de uma explosão numa escola daquela localidade de apenas oito mil habitantes, um acidente que sacudiu o País Basco e toda a Espanha. Pelas andanças do avô, uma figura que se afirma até se tornar indelével, pelo testemunho da mãe, muitos anos depois, pela crónica objetiva do que sucedeu à família, descobriremos como aquela tragédia dilacerante trouxe à baila aspetos desconhecidos das suas personalidades e como transtornou para sempre as suas vidas.

Fernando Aramburu ( País Basco, 1959) é licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade de Saragoça e foi membro do Grupo CLOC de Arte y Desarte. Considerado um dos narradores mais destacados em língua espanhola, é autor dos romances Fuegos con limón (1996), Los ojos vacíos (2000, Prémio Euskadi), que juntamente com Bami sin sombra (2005) e La gran Marivián (2013) formam a «Trilogía de Antíbula», El trompetista del Utopía (2003), Viaje con Clara por Alemania (2010), Años lentos (2012, VII Prémio Tusquets Editores de Romance e Prémio dos Livreiros de Madrid) e Ávidas pretensiones (Prémio Biblioteca Breve 2014).

Publicou também os livros de contos Los peces de la amargura (2006, XI Prémio Mario Vargas Llosa NH, IV Prémio Dulce Chacón e Prémio Real Academia Espanhola 2008) e El vigilante del fiordo (2011), e a sua poesia completa está reunida em Sinfonía corporal (2023). Pátria (2016) foi considerado um dos livros mais impressionantes da literatura espanhola contemporânea, tendo-lhe sido atribuídos o Prémio Nacional de Narrativa, o Prémio Nacional da Crítica, o Prémio Euskadi de Literatura, o Prémio Strega Europeu e o Prémio Lampedusa, entre outros. Foi traduzido para mais de 30 línguas e adaptado para televisão numa série da HBO. O Regresso dos Andorinhões (2021) e Filhos da Fábula (2023) confirmaram-no como um dos melhores escritores europeus.

 

Fonte: LeYa

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