Este livro, chega-nos no mês em que se assinala e celebra a maternidade.
Não me ocorre melhor tributo do que recomendar “A Filha Única”, de @la_guadalupe_nettel . Um dos livros que mais gostei de descobrir, nos últimos tempos, vindo de uma das vozes mexicanas mais promissoras da actualidade.
Que a maternidade é muitas coisas (boas, más, assim-assim e cliché) já todos vamos sabendo. Mas algo completamente diferente é conseguir visitar, de uma maneira extremamente empática, diversas formas de amor maternal e variadas perspectivas face àquilo que, na verdade, significa querer/poder ser mãe (ou não), através das personagens da trama.
Este mosaico relacional relembra-nos da nossa própria visão sobre o tema, enquanto mãe/não-mãe e filha/o. E, se tudo correr como esperado, poderá agitá-la ou, em última instância, até mudá-la (Ah… a magia da literatura!).
Nota – Onde se lê “mãe/não-mãe” poder-se-á ler “pai/não-pai”. Esta obra serve de mote para uma interessante reflexão – também – para todos os elementos do género masculino.



