Sustentar: seis artistas expõem visão sobre iniciativas que respondem a desafios sociais e ecológicos

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Exposição coletiva itinerante, organizada e produzida pela Ci.CLO, instala-se no CAE – Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, dando a conhecer a perspetiva de seis artistas sobre seis projetos de sustentabilidade em Portugal. A entrada é gratuita.

Depois de ter sido apresentada na Bienal’21 de Fotografia do Porto, no Fotofestiwal (Polónia) e em Mértola, a exposição itinerante “Sustentar” chega à Figueira da Foz, de 3 de setembro a 10 de outubro. A sala 2 do CAE – Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz acolhe os trabalhos fotográficos e videográficos de seis artistas, que apresentam a sua visão sobre seis iniciativas experimentais na área da sustentabilidade.

 

Organizada e produzida pela Plataforma Ci.CLOa exposição coletiva, de acesso gratuito, resulta de um projeto colaborativo entre curadores, artistas e especialistas, bem como residências artísticas em cada território, onde foram ou estão a ser implementados os projetos POCITYF (Câmara Municipal de Évora), Núcleo Museológico do Sal (Câmara Municipal da Figueira da Foz), Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira (Câmara Municipal de Loulé), Transição agroecológica (Câmara Municipal de Mértola), Setúbal Preserva bairros do Grito do Povo e dos Pescadores (Câmara Municipal de Setúbal) e LIFE Montado-Adapt (EDIA).

A exposição integra o trabalho “De Vagar o Mar”, desenvolvido em residência na Figueira da Foz pela artista Maria Oliveira, que cria uma passagem metafórica para o mundo antigo e pré-humano nas salinas, reconhecendo o potencial natural e cultural deste território.

Apresenta também os restantes trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto “Sustentar”, entre os quais o filme “Arte de Sombrear o Sol”, de Evgenia Emets, que acompanha as alterações climáticas, a transição agroecológica e a agricultura sintrópica em Mértola; “Em Plena Luz”, de Elisa Azevedo, que explora a integração de sistemas inovadores de captação de luz solar para tornar a zona histórica de Évora autossustentável do ponto de vista energético; “Hoje, Translúcido”, de Margarida Reis Pereira, desenvolvido através do diálogo com as comunidades dos bairros do Grito do Povo e dos Pescadores;  “Geoparque”, de Nuno Barroso, sobre os paradigmas do território do Geoparque Algarvensis através da exploração da multirrealidade em torno da agricultura, energia e atividade turística; e, por fim, “O Leito do Riode Sam Mountford, que se centra nas dimensões culturais, sociais e ecológicas dos Montados ibéricos e na resiliência deste território para mitigar as consequências das alterações climáticas.

A curadoria é de Krzysztof Candrowicz, Pablo Berástegui e Virgílio Ferreira, diretor artístico da Ci.CLO, segundo o qual, “a itinerância da exposição Sustentar sobre os lugares que a inspiram tem uma importância e simbolismo adicional. Queremos contribuir para uma interação entre as pessoas, os projetos e os artistas, buscando nessa troca as reflexões que se pretendem inspirar. Além disso, é importante descentralizarmos a produção e o acesso à arte”.

Depois da Figueira da Foz, a exposição viaja para os restantes municípios parceiros da 1ª edição do projeto “Sustentar”: este ano instala-se em Mourãode 21 de outubro a 5 de dezembro e, já em 2022, tem passagem por Loulé, de 4 de fevereiro a 5 de março; Évora, de 12 de março a 15 de abril e Setúbal, de 27 de maio a 19 de junho.

O programa da itinerância da exposição “Sustentar” está disponível para consulta em https://ciclo.art/sustentar/sustentar-2020-21/

 

Fonte: silver lining

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