Artigo

PAULA REGO – desenhar, encenar, pintar

De 6 dezembro e até 24 de maio
Casa das Histórias

 

Exibição de  pintura, gravura, desenhos soltos e cadernos de desenhos inéditos e a mais recente obra tridimensional de Paula Rego. A mostra revela obras inéditas doadas pela artista à Casa das Histórias e abrange mais de 60 anos de produção.
Patente de 5 de dezembro a 24 de maio de 2020, a nova exposição de Paula Rego tem curadoria de Catarina Alfaro, sendo a organização da responsabilidade da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais, no âmbito da programação do Bairro dos Museus.

A Casa das Histórias abre portas a Paula Rego: desenhar, encenar, pintar, numa altura muito especial para a Fundação D. Luís I e para Câmara Municipal de Cascais. “É o momento em que celebramos a assinatura de um novo contrato, que garante a continuidade desta relação única por mais dez anos. Este contrato reafirma, afinal, a relação de confiança entre todas as partes, começando deste modo um novo ciclo com energias renovadas e novidades numa programação que é e será sempre fiel ao universo artístico de Paula Rego”, realça Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Contrato Casa das Histórias-Museu Paula Rego 2019-2029 será assinado entre Carlos Carreiras e Nick Willing, em representação de sua mãe, a artista Paula Rego, na cerimónia de inauguração da exposição Paula Rego: desenhar, encenar, pintar, que contará com a presença da atual ministra da Cultura, Graça Fonseca.

A Casa das Histórias integra o Bairro dos Museus de Cascais, recentemente distinguido com o galardão “Interpretação Patrimonial” do European Tourism Network (ECYTN), um organismo da União Europeia. Este prémio reconhece a excelência do perímetro cultural do Bairro dos Museus como âncora turística do destino Cascais, para o qual muito tem igualmente contribuído a Casa das Histórias.

Datados de 1953 a 2019, os trabalhos expostos em Paula Rego: desenhar, encenar, pintar convidam o visitante a percorrer o vasto e diversificado universo artístico de Paula Rego. Entre estes trabalhos, encontram-se desenhos soltos e cadernos de desenhos inéditos e a mais recente obra tridimensional da artista, Orgulho /Pride (da série Sete Pecados Mortais), Paula Rego: desenhar, encenar, pintar, exibida pela primeira vez em Portugal.

 

“Apresentam-se também uma série de obras e de modelos construídos pela artista, que revelam o seu processo criativo a partir dos anos de 1990.

É a partir desta década que as histórias que conta começam a ser encenadas no seu estúdio, quer através de modelos vivos, quer através dos modelos que a própria artista modela para interagirem numa complexa cenografia que a artista passa a pintura.”
Catarina Alfaro

 

Destaca-se a mais recente obra de Paula Rego, Orgulho /Pride (da série Sete Pecados Mortais), exibida pela primeira vez em Portugal. Tridimensional, em papier mâché e materiais e tecidos vários, a obra representa, em tamanho natural, a rainha consorte de França, Marie Antoinette (1755–1793). É certamente o resultado de um trabalho de continuidade com as criaturas fantásticas que Paula Rego executou entre 1977 e 1978, período durante o qual a artista criou uma série de bonecos em tecido, representando personagens dos contos populares: A princesinha grávidaO príncipe perfeitoA princesa da ervilhaAs três cabeças de oiro e O gato das botas. A complexidade deste novo trabalho escultórico, que integra outras figuras de menores dimensões, será também o resultado da evolução natural do processo de construção pela artista dos modelos utilizados para figurarem nas suas pinturas.

 

Fonte: Fundação D. Luis
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