A mala voadora gosta de imagens, gosta de objetos que veiculam imagens, de coleções desses objetos, e dos processos de classificação que, mais objetivos ou mais sentimentais, são usados para ordenar coleções. Coleções de selos, por exemplo. Também gosta de deslocar para o teatro esse tipo de material (que o jargão da arte contemporânea inscreve no âmbito do “arquivo”) por ele ser tão ficcional – pelas imagens que contém e pela história das próprias coleções – e, ao mesmo tempo, tão estranho à tradição do teatro.
As imagens são bidimensionais e costumam ter um modo de existir que é permanente; estão ali, paradas. O teatro não. E o teatro pode transformar-se para que sejam essas imagens colecionáveis os seus protagonistas. Foi isso que a mala voadora fez em 2005, em philatélie, com uma coleção de selos, e é isso que vai voltar a fazer agora com notas. Vai manuseá-las sobre uma mesa, analisá-las, combiná-las de maneiras diferentes e mostrá-las em tempo real e ampliadas para grande formato, desta vez cheias de brilho, num écran led. A história do mundo em pequenos pedaços de papel.
Maiores de 8 anos.
Sessões p/ escolas a 9, 15, 16, 22 e 23 janeiro, às 10h30; e 14 e 21 janeiro, às 10h30 e 14h30
Sessão com Língua Gestual Portuguesa: 23 e 24 janeiro
Sessão com audiodescrição: 24 janeiro
Sessão descontraída: 25 janeiro, 11h30
Ficha técnica:
mala voadora. Miguel Rocha, texto; Jorge Andrade, encenação.
3 € e 7 €



