Artigo

O JUDEU DE SANTA ENGRÁCIA, de TIAGO SALAZAR

Da leitura deste thriller histórico passado na Lisboa do século XVII muitas surpresas prometem deixar os leitores boquiabertos.

Corre o ano da graça de 1630 – estando Portugal sob a dominação espanhola – quando é apresentada queixa da profanação nocturna da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, envolvendo, entre outras coisas, o escandaloso roubo de hóstias.
Do alegado crime herético é imediatamente acusado, embora sem quaisquer provas, Simão Pires Sólis – um cristão-novo de trinta e cinco anos conhecido pelo seu êxito com as mulheres, visto a rondar o templo na noite anterior, montado num cavalo de patas entrapadas para evitar o ruído.

Condenado à morte na fogueira, Simão ter-se-á proclamado inocente de um roubo que, afinal, talvez nem tenha sido cometido; e, no instante da execução da sentença, lança uma maldição sobre a igreja inacabada, dizendo a sua inocência tão certa quanto as obras de Santa Engrácia nunca chegarem a conhecer o fim (praga que, como sabemos, teve um efeito deveras duradouro).

O homem de leis Antero Figueira, testemunha daquele martírio injusto, decide, logo após a execução, investigar por sua conta e risco os motivos obscuros das andanças do judeu a horas tardias e as razões que o levaram à condenação, expondo num relato escrito as contradições do caso e as consequentes impunidades da Justiça.

Tiago Salazar nasceu em Lisboa, em 1972.
Formou se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres.
É doutorando no Instituto de Geografia, com uma tese sobre A Volta ao Mundo, de Ferreira de Castro.
Trabalha como jornalista desde 1991, actualmente como freelancer, tendo vencido o prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura em 1995.
É formador de Escrita e Literatura de Viagens.
É guia turístico e desenvolve o projecto «Tours Around The Word».
Assina a crónica «Cá Se Fazem», no jornal Página Um.
Idealizou, escreveu e apresentou o programa Endereço Desconhecido, da RTP2.
Foi Bolseiro da Fundação Luso-Americana na cidade de Washington, em 2010.
Venceu o prémio Literatura na XVII Gala dos Prémios da revista Mais Alentejo, em 2018, com A Escada de Istambul.
Venceu o prémio Manuel António Pina, nas edições de 2022 e 2023.
É autor de: Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010), Endereço Desconhecido (2011), Crónica da Selva (2014), Hei-de Amar-te Mais (2013), O Baú Contador de Histórias (2014), Quo Vadis, Salazar? Escritos do Exílio (2015), A Escada de Istambul (2016, que representou Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry), O Moturista Acidental (2017), A Orelha Negra (2019), A Fala-Barata (2020), Cartas do Confinamento (2020), O Magriço (2020) e O Pirata das Flores (2023).
Está traduzido em hebraico (A Escada de Istambul, Ed. Kinneret) e castelhano (O Moturista Acidental, Ed. Sabaria).

 

 

Fonte: LeYa

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