Para medir um círculo, começa-se num ponto qualquer. E para medir uma pessoa, por onde começar? Pelos pés, mãos, umbigo ou cabeça? Por onde anda, faz, pensa de si ou do mundo? E quando medida, porque atributos é então definida? Quais os factores que entram na equação? A sua altura, peso, mobilidade, os seus órgãos, pêlo, voz, cabelo, idade, racionalidade, emotividade, identidade? Se ?r² é a função da área do círculo, qual a função da área humana? E se mesmo a matemática pode ser infinita e irracional na busca de uma definição, da área da perfeição, e, ainda assim, estar sempre errada, produzindo apenas um valor aproximado, pode o ser humano, por seu lado, buscar a imperfeita verdade, fundada no interminável caos e na paradoxal experiência do mundo que o rodeia? Pi tenta medir-se, procurando a sua função entre o seu corpo artificial, a sua consciência imaterial, o mundo intransigente e as suas mentiras de sobrevivente.
Ficha técnica:
Teatro Estúdio Fontenova. Texto original de Rosa Dias; encenação de José Maria Dias; com Ren D-Marcus.
12,50 € – preço normal (ver descontos aplicáveis)



