Noite da Literatura Europeia 2022

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No sábado, dia 4 de junho, a Noite da Literatura Europeia regressa a Lisboa, em formato presencial, levando o romance, a poesia, o teatro e a banda desenhada até ao Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente. O serão literário de entrada livre mais intenso de Lisboa, que transforma a capital numa babel europeia, celebra este ano o seu décimo aniversário com a apresentação de obras de treze países, onde se destacam a estreia da Estónia e uma sessão de abertura que relembra os pontos-altos de dez anos de literatura à solta por Lisboa.

A décima edição da Noite da Literatura Europeia 2022 tem início às 18h15 no Mercado de Santa Clara, com uma sessão de abertura, durante a qual será apresentado um “best of” das leituras das edições anteriores, numa iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal. Seguem-se, a partir das 19h00, as leituras de obras de 13 países europeus, que vão da ficção à poesia, do ensaio à banda desenhada, do teatro à memória autobiográfica, interpretadas em língua portuguesa por outros tantos atores e atrizes.

As habituais leituras de excertos de obras europeias decorrem, entre as 19h00 e as 23h30, em diversos espaços do Campo de Santa Clara, entre os quais se destacam o Panteão Nacional, o Convento do Desagravo, onde se encontra a Escola Básica de Santa Clara, o Palácio Sinel de Cordes, sede da Trienal de Arquitetura de Lisboa, o Polo Cultural da Junta de Freguesia de São Vicente e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entre outros. As leituras têm uma duração de 10 a 15 minutos, e repetem-se a cada trinta minutos, dando ao público a possibilidade de visitar os diversos espaços e assistir às diversas sessões.

Retrato nostálgico dos anos 80 e comovente mistura de humor e emoção é o romance Hard Land, apresentado pela Alemanha, da autoria de Benedict Wells, vencedor, em 2016, do prestigiado Prémio de Literatura da União Europeia e traduzido para 30 línguas, entre elas o português. Karl Lubomirski representa a Áustria nas sessões com a leitura de poemas de Unbewohnbares Rot e Der Garten des Leonardo, dotados de poder, elegância e força de expressão.

Também presente em Lisboa estará Radka Třeštíková, da Chéquia, que, em Soprar em Espuma, convida os leitores a meter na mochila todos os seus problemas e tormentos e partir com a protagonista do livro numa viagem em busca do próprio eu. De Espanha, chega-nos O Infinito num Junco, um ensaio extraordinário e original focado na história do livro desde o seu nascimento no mundo antigo, da autoria da escritora e filóloga Irene Vallejo.

A Estónia estreia-se este ano na Noite da Literatura Europeia com Luigeluulinn, Emapuhkus, de Kristiina Ehin, uma das suas principais poetisas, cujo estilo, atento às tradições populares, nos traz uma indefinível magia e uma visão romântica.

Sisu: O segredo finlandês para encontrar a felicidade, memória autobiográfica de Katja Pantzar, apresentada pela Finlândia, revela o segredo fínico que ajuda a enfrentar os desafios da vida e mostra o caminho para encontrar a felicidade. A banda desenhada Peau d’Homme, da dupla francesa Hubert et Zanzim, enfrenta com delicadeza algumas temáticas sociais de grande atualidade, como os estereótipos de género, a sexualidade e a discriminação.

A Hungria apresenta-se ao público com o romance Carta à mulher do meu futuro, do escritor Péter Gárdos, crónica de um amor extraordinário de dois sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, capaz de vencer a própria morte. A proposta da Irlanda é Milkman, o último romance da escritora Anna Burns, vencedora do Man Brooker Prize, uma voz única, extremamente atual, capaz de evocar os desconfortos e tensões que caracterizam a sociedade contemporânea.

O autor de Itália, Davide Enia, vem a Lisboa apresentar Notas sobre um naufrágio, o seu último romance, resultado de várias viagens à ilha de Lampedusa, lugar de naufrágio, onde assistiu aos desembarques e às mortes de milhares de migrantes, e que serviu de inspiração para uma peça teatral. Presente também a escritora do Luxemburgo, Nathalie Ronvaux, com Moi, je suis Rosa!, um monólogo teatral em que dá voz à estátua da Lady Rosa, a obra de arte da artista feminista Sanja Ivekovic.

Andrzej Sapkowski, apresentado pela Polónia, dá-nos a conhecer O terceiro desejo, primeiro volume da famosa saga de fantasia The Witcher, um romance intenso com as suas histórias dominadas por melancolia e sentido de humor. Já Portugal, país anfitrião da Noite da Literatura Europeia, será representado por Matilde Campilho, com Flecha, o seu primeiro livro de narrativa, uma obra surpreendente que reúne histórias breves, um caleidoscópio de imagens, lugares, referências e personagens, inspiradas pela realidade e ancoradas na imaginação.

As leituras da Áustria, Chéquia, Itália, Luxemburgo e Portugal contarão com a presença dos autores.

A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa da EUNIC Portugal, rede de institutos culturais e serviços culturais das embaixadas europeias, e da Representação da Comissão Europeia em Portugal, que se realiza no âmbito das Festas de Lisboa, em parceria com a EGEAC e a Junta de Freguesia de São Vicente.

 

Fonte Lift

 

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