O extenso legado romano em Lisboa é posto a descoberto em setembro, com duas iniciativas do Museu de Lisboa: o Open House Arqueologia, promovido pelo Museu de Lisboa – Teatro Romano, e a reabertura das Galerias Romanas da Rua da Prata.
A 4.ª edição do Open House Arqueologia volta a abrir as portas de diversos espaços públicos e privados para revelar os vestígios arqueológicos que encerram. Nos dias 13 e 14 de setembro, vários especialistas guiam visitas gratuitas a hotéis, parques de estacionamento, lojas, casas particulares, fábricas, palácios e museus, de Belém ao Beato. O programa completo já se encontra disponível no site do Museu de Lisboa.
Os 53 espaços que aderem a esta iniciativa promovida pelo Museu de Lisboa – Teatro Romano atestam a importância inegável destas descobertas para a história e para a identidade de Lisboa. Cada muro, tanque, banho público, bancada ou inscrição constitui uma peça no puzzle da evolução da cidade, desde a Pré-História até aos tempos modernos.
Os vestígios arqueológicos que o Open House Arqueologia coloca em destaque expressam também a complexidade e a relevância da prática arqueológica numa cidade com mais de 2000 anos, onde o presente convive diariamente com o passado.
Apesar de gratuitas, as mais de 100 visitas aos 53 locais desta edição do Open House Arqueologia são sujeitas a marcações. As inscrições abrem a 1 de setembro, através do e-mail openhousearqueologia@
Escavando mais fundo, é também em setembro que o Museu de Lisboa reabre as Galerias Romanas da Rua da Prata. Para assinalar as Jornadas Europeias do Património, as visitas subterrâneas guiadas pela equipa do Museu vão realizar-se nos dias 18 e 19 de setembro, entre as 14h30 e 18h30, e nos dias 20 e 21 de setembro, entre as 09h30 e as 18h30.
Nos dias 20 e 21 de setembro, às visitas subterrâneas das 15h30 segue-se um percurso que revela alguns dos principais locais onde a herança romana é, ainda hoje, visível. No dia 20 de setembro, o percurso segue das Galerias até à Casa dos Bicos, e no dia 21, das Galerias até ao Teatro Romano.
Inserido na zona industrial da Lisboa Romana, o criptopórtico – estrutura concebida para sustentar edificações localizadas na superfície – constitui um dos muitos exemplos de vestígios arqueológicos que se podem encontrar na baixa lisboeta. A proximidade com o rio, o principal meio de ligação às redes de comércio do império, transformaram a frente ribeirinha num território portuário e grande parte dos estabelecimentos e infraestruturas aqui instalados serviam a atividade comercial que daí partia e aí chegava. Nesta área podemos encontrar complexos de produção de preparados de peixe e de conservação de peixe, uma lixeira, alicerces de estruturas e armazéns.
As visitas para a comunicação social realizam-se no dia 18 de setembro, quinta-feira, entre as 09h30 e as 10h30. Devido ao espaço limitado do monumento, pedimos confirmação da presença.
Localizado entre a Rua da Conceição e a Rua da Prata, este monumento, um dos mais enigmáticos da cidade, foi construído há dois mil anos e quando está fechado tem um nível de água de quase um metro de altura. Estas águas subterrâneas conservam as galerias intactas, e o seu escoamento, necessário para realizar as visitas, expõe as estruturas, afetando o seu estado de conservação. É por esse motivo que as Galerias Romanas da Rua da Prata abrem ao público apenas duas vezes por ano.
Os bilhetes para estas visitas estarão brevemente disponíveis na bilheteira online do Museu de Lisboa, a única forma de os obter. O Museu de Lisboa, promotor desta iniciativa, não aceita reservas para as visitas e irá comunicar a abertura das bilheteiras pelos canais habituais (Facebook, Instagram e Newsletter).
Fonte: museudelisboa.pt



