A Casa das Letras edita, em simultâneo com o lançamento mundial a 16 de fevereiro, “Máfia, uma História Global”, uma investigação de duas décadas do historiador norte-americano Ryan Gingeras, que demonstra que nenhuma outra força moldou o nosso mundo de forma tão poderosoa, e tão secreta, como o crime organizado. Analisa os 200 anos da sua existência e o impacto que teve no mundo moderno a nível politico, económico e social.
Todos conhecemos a La Cosa Nostra (Itália), o Cartel de Medellín (Colômbia), as Cinco Famílias de Nova Iorque (EUA), Yakuza (Japão), Vory (Rússia) e do tipo de atividades que exercem, mas poucos conseguem imaginar até que ponto foram determinantes na formação de nações, na organização de sociedades e no crescimento de economias e que, longe da perceção pública, muitas vezes se substituem ou se sobrepõem aos próprios Estados.
“Máfia, uma História Global” é um retrato completo e elucidativo de gangues e gângsters, sindicatos insidiosos e reis do crime, que acompanha a sofisticação dos marginais ao longo dos tempos como resposta a desafios como a industrialização, a globalização ou a era digital, e que hoje se manifesta, entre outros fenómenos alarmantes, na sobreposição entre crime organizado, corporações empresariais e lideranças políticas.
Mais do que uma narrativa apaixonante, que nos convida a entrar nas mentes de Al Capone, Pablo Escobar, El Chapo, Du Yuesheng ou Dawood Ibrahim, entre muitos outras lendas do crime, é uma demonstração da enorme influência dos que operam nas sombras do mundo.
«FASCINANTE, ESSENCIAL, TOTAL E SIMPLESMENTE CATIVANTE.»
SIMON SEBAG MONTEFIORE
“A evolução histórica das máfias modernas diz-nos muito sobre os países nos quais as encontramos. Juntar as peças da história da Camorra ou das tongs, ou apresentar a biografia de Escobar ou de Capone, requer uma análise dos lugares e das eras que os produziram. Em princípio, as máfias ensinam-nos muito sobre o poder cada vez maior dos estados. Afinal, os governos são os agentes fundamentais que definem o que é crime e quem é criminoso. Aqueles que aplicam a lei, mais dos que os próprios gângsteres, são tipicamente quem identifica e explica a perceção de um gangue ou um rufia. Acima de tudo, a história das mafias diz-nos muito sobre os limites físicos do poder estatal. Todos os estados de hoje, e os grandes impérios do passado, foram atormentados pelo crime organizado (ou por algo análogo a ele). Mesmo com todos os benefícios da tecnologia moderna e do saber das autoridades, nenhum estado dos dias de hoje descobriu um modo de se tornar imune aos perigos das máfias. A maior parte das vezes, a história sugere que as máfias desempenham papéis destacados na construção de governos, economias e épocas.”
Ryan Gingeras é professor no Departamento de Segurança Nacional da Universidade Naval da Califórnia, e especialista em História Contemporânea Ocidental e do Médio Oriente. É também autor de seis obras, entre as quais The Last Days of the Ottoman Empire e Sorrowful Shores: Violence, Ethnicity, and the End of the Ottoman Empire 1912–1923, ambas selecionadas para vários prémios literários. Além disso, publica frequentemente no Foreign Affairs, The New York Times, Washington Post e no International Journal of Middle East Studies sobre história e política internacionais. Como membro da Universidade Naval da Califórnia, tem participado e contribuído para a pesquisa e criação de projetos de educação executiva em nome do Departamento de Estado, Energia e Defesa dos Estados Unidos.
Fonte: LeYa




