De 19 a 29 de junho, os Lisbon Players apresentam no Teatro Variedades, em Lisboa, uma nova encenação da peça “Hedda Gabler”, de Henrik Ibsen, um dos maiores papéis femininos da história do teatro. A histórica companhia de origem britânica mantém-se fiel ao propósito de representar em inglês, sendo o seu público e os seus membros cada vez mais internacionais. O espetáculo, legendado em português, é encenado e adaptado por Miguel Jesus e protagonizado por Benedita Pereira, que se junta aos muitos intérpretes portugueses de renome aos quais a companhia tem dado palco.
Abraçando o desafio de revisitar um clássico com a ousadia que caracteriza a companhia, os Lisbon Players estreiam-se no Teatro Variedades com um texto de incontornável intensidade e subtileza de Henrik Ibsen, “Hedda Gabler”. Publicado pela primeira vez em 1890, a peça é considerada uma das maiores criações do dramaturgo norueguês.
A atriz Benedita Pereira interpreta a indecifrável, inconformada e fascinante Hedda num ambiente burguês dissecado por Ibsen. Rica, entediada, refém de um casamento convencional e da sua própria consciência, Hedda manipula destinos enquanto está presa na sua própria casa de bonecas e a um passo do abismo. O elenco conta com Ema Sofia Fonseca, Francisca Maria Miranda, Leonardo Proganó, Mariana Mourato, Matilde Graça, Martim Mesquita Guimarães, Mónica Belchior e Victor Caetano.
Fundada em 1947, no quarteirão inglês da Estrela, a companhia Lisbon Players foi criada por ingleses para servir a comunidade estrangeira residente em Lisboa. Alain Oulman, compositor e amigo de Amália Rodrigues, dirigiu muitas produções no Estrela Hall nas décadas de 1960 e 1970 e, ao longo dos anos, diversos intérpretes portugueses de renome subiram ao seu palco. Ao longo de mais de setenta anos, até à venda do edifício onde estava sedeada, em 2019, o grupo conquistou o público português e, com a chegada de mais expatriados à cidade, viu ampliado o seu propósito. Com atividade regular e apresentações em diferentes teatros, o grupo continua a representar em inglês, sendo reconhecido como um espaço privilegiado de aprendizagem para quem pretende fazer carreira nas artes performativas e como um recurso educativo valioso para escolas e universidades.
Com o acolhimento desta produção, o Teatro Variedades reafirma a missão de integrar na sua programação companhias e projetos diversificados. Ao oferecer à cidade uma agenda contínua de espetáculos heterogéneos, este renovado equipamento cultural gerido pela Lisboa Cultura honra a memória e a vocação original do espaço e atrai novos públicos ao Parque Mayer, abrindo-o à contemporaneidade.
HEDDA GABLER
Uma produção original Lisbon Players
Espetáculo falado em inglês com legendas em português.
Local: Teatro Variedades, Parque Mayer, Lisboa
Datas: 19 a 29 de junho de 2025 | QUA- SEX, 20h | SÁB, 21h | DOM, 16h
Bilhetes: À venda em MEO Blueticket e nos locais habituais.
Duração: 110 min. | Classificação etária: A classificar pela CCE
Acessibilidade: a legendagem deste espetáculo é descritiva
Ficha técnica
Adaptação e encenação Miguel Jesus
Cenografia Dora Sales e Miguel Jesus
Desenho de luz Marinel Matos
Figurinos Sara Rodrigues
Sonoplastia Pedro Januário, Leo Escobar e Inês da Cruz Oliveira
Assistente de encenação e apoio a figurinos Manuela Sampaio
Apoio à encenação e tradução portuguesa Inês da Cruz Oliveira
Construção de cenário Vítor Santos e Timo Vessels
Produção Bruno Águas
Assistente de produção Rita Silva
Assistente de guarda-roupa Elizabeth Day
Cartaz João Leal
Sinopse
Com quase oito décadas de história, os Lisbon Players são uma companhia que tem deixado a sua marca no panorama teatral lisboeta. Agora, estreiam-se no histórico Teatro Variedades com um texto incontornável, abraçando o desafio de revisitar um clássico com a ousadia de sempre. Neste novo espaço, trazem consigo a intensidade e a subtileza de Henrik Ibsen pela mão do encenador Miguel Jesus.
Hedda Gabler, peça escrita por Ibsen e publicada pela primeira vez em 1890, traz-nos um dos maiores papéis femininos da história do teatro. Hedda é indecifrável, inconformada e fascinante. Tem desejos contraditórios e conflitos internos. É refém dum casamento demasiado convencional e da sua própria consciência, pouco dada a escândalos ou vergonhas sociais. Inspirando os seus seguidores e serviçais, que a vêem no topo da cadeia alimentar, ela está um passo antes do abismo, constantemente confrontada com o aborrecimento que o mundo lhe desperta. Rica, casada, pobre de espírito e cheia de razão, manipulando destinos enquanto está presa na sua própria casa de bonecas, Hedda está entediada. E quer brilhar.
Fonte: imprensaparquemayer EGEAC



