Lente Feminina

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No âmbito da participação da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas na ENIND- Estratégia Nacional para a Integração e Não Discriminação-Portugal + Igual (2018-2030) cuja temática para 2022-2025 é a não discriminação em razão do sexo e de igualdade de género, o Centro Português de Fotografia apresenta uma exposição que pretende homenagear as mulheres fotógrafas representadas na Coleção Nacional de Fotografia, cujas práticas individuais contribuíram para a excelência da narrativa fotográfica e romperam com os conceitos preconcebidos de uma profissão dominada pelos homens.

Local: Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, Centro Português de Fotografia

Período de apresentação ao público:

Data e hora de abertura: 5 de março de 2022, às 15h00 Data de termo: 22 de maio de 2022

O papel das mulheres que, durante séculos, se circunscreveu ao lar ou à reclusão monástica, teve um novo protagonismo no final do século XIX e início do século XX quando muitos paradigmas foram postos em causa, designadamente a emancipação das mulheres e o seu envolvimento em diversas áreas e atividades da vida social.

As alterações políticas e sociais que se seguiram à Segunda Guerra Mundial permitiram transformações profundas, nomeadamente o abandono do estereótipo da mulher como um ser fraco, passivo e dependente.
A partir do final da década de 70 do sec. XX, a arte das mulheres – e das fotógrafas mulheres, em particular – passa a ser interpretada e valorizada, não apenas como expressão de singularidade mas como ferramenta de desconstrução do “olhar masculino”.

Com o objetivo de mostrar esta evolução, destacamos as preocupações sociais de Doris Ulmann que retratou os trabalhadores afro-americanos nas plantações do sul dos EUA ou Edith Tudor Hart que, enquanto discípula da Bahaus, tinha como objetivo devolver à arte uma missão social.

Com II Guerra Mundial, Margaret Bourke-White aparece como a primeira mulher correspondente de guerra, enquanto Sabine Weiss Weber, nos anos 50, foi considerada a Grande Dama da fotografia humanista.

Em 1960, Vieira da Silva é retratada pela russa Ida Kar que nunca conseguiu integrar-se no ambiente fotográfico, cada vez mais comercial na década de 60.

No final do século o leque fotográfico feminino alarga-se: nos anos 90, temos o registo fotográfico de Cristina Garcia Rodero sobre os ciganos católicos, enquanto que, simultaneamente, nos surge a teatralidade das imagens da fotógrafa-poeta – Flor Garduño

Em Portugal, Helena Almeida, uma das artistas plásticas mais proeminentes da segunda metade do século XX, criou uma obra que atravessa as fronteiras disciplinares e questiona as relações entre o corpo, a obra e o espaço.

Esta exposição pretende, assim, homenagear as mulheres fotógrafas representadas na Coleção Nacional de Fotografia, cujas práticas individuais contribuíram para a excelência da narrativa fotográfica e romperam com os conceitos preconcebidos de uma profissão dominada pelos homens.

Créditos:

IDA KAR

Marie-Hélène Vieira da Silva 1960

PT/CPF/CNF/000563

Fonte:

Centro Português de Fotografia

Largo Amor de Perdição, 4050-008 Porto Tlf : 220046300
Email: mail.cpf@cpf.dglab.gov.pt
Site: www.cpf.pt

 

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