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Jornalistas dos Panama Papers investigam "O Fantasma Chinês", o maior traficante de armas do mundo

Jornalistas dos Panama Papers investigam “O Fantasma Chinês”, o maior traficante de armas do mundo

Os quatro repórteres seguem o rasto do traficante de armas mais procurado do mundo, Karl Lee, misterioso e quase invisível, este empresário, com cerca de 50 anos, é uma peça-chave no tráfico de armamento. A partir de uma zona recôndita no extremo leste da China, controla o comércio global de componentes essenciais ao fabrico de mísseis. Fintando as sanções internacionais, faz chegá-los a vários destinos – entre os quais, países hostis ao Ocidente, como o Irão ou a Coreia do Norte. Não admira que Lee, também conhecido como Li Fangwei, seja um dos homens mais procurados pelo FBI, que oferece uma recompensa de cinco milhões de dólares pela sua captura. Até agora, porém, tanto o prémio como os esforços dos serviços secretos de diversos países de nada valeram. Ninguém conseguiu ainda apanhar O Fantasma Chinês. Porque será?

Neste relato extremamente atual, os multipremiados jornalistas de investigação chamam a si a tarefa de encontrar Karl Lee. Seguindo as rotas das suas entregas e o rasto do dinheiro, interpelando políticos, diplomatas e estudiosos, debatendo-se com muros de silêncio e informações contraditórias, envolvem-se cada vez mais no universo sombrio do traficante e, inevitavelmente, no jogo perigoso da guerra moderna e da espionagem internacional e numa possível III Guerra Mundial.

“A nossa fonte diz-nos que há dezenas de peixes‑miudos neste negócio, mas todos eles têm uma coisa em comum: o jogo chega ao fim assim que uma agência de informações ocidental lhes capta o cheiro. Só há uma exceção a esta regra: Karl Lee. Ele é, de longe, a figura mais fascinante do ‘negócio’, diz-nos o nosso homem. É impossível exagerar a sua importância. Se pegarmos num rocket iraniano é altamente provável que encontremos, pelo menos, uma peça fornecida por Karl Lee. Mas não é apenas o seu sucesso e a sua influência que tornam o empresário chinês tão intrigante. Como é que ninguém conseguiu detê-lo em quase duas décadas de tentativas?”

Christoph Giesen é jornalista e correspondente na China da conceituada revista alemã Der Spiegel. Nasceu em Berlim, em 1983, e trabalhou também no Süddeutsche Zeitung. Esteve envolvido nas revelações internacionais dos casos Offshore Leaks, Lux Leaks, Swiss Leaks e Panama Papers. Foi galardoado, entre outros, com os prémio The Guardian, Ernst Schneider e Helmut Schmidt.
Philipp Grüll é jornalista, especialista em armamento e editor da emissora pública alemã ARD. Nascido em 1982, em Straubing, na Bavieira, recebeu várias distinções ao longo da sua carreira. Trabalhou no Süddeutsche Zeitung, na agência noticiosa DDP e é autor de documentários televisivos para canais como Das Erste e Arte, onde retratou personalidades como Olaf Sholtz e Franz Beckenbauer.
Bastian Obermayer, jornalista, nasceu em 1977, em Rosenheim. Venceu o Pulitzer (com Frederik Obermaier) pelo trabalho que revelou os Panama Papers. Na Alemanha, recebeu ainda os prémios Theodor Wolff, Henri Nannen e Helmut Schmidt, além dos galardões internacionais George Polk e Barlett & Steele, entre outros. É fundador e vice-presidente da Forbidden Stories, uma associação sem fins lucrativos que se dedica a dar continuidade às investigações de jornalistas que foram silenciados nos seus países.
Frederik Obermaier, jornalista, nasceu em 1984, em Eggenfelden. Foi distinguido com os prémios Pulitzer, pela revelação dos Panama Papers, e George Polk, entre outros. Com Bastian Obermaier, é autor do livro The Panama Papers: Breaking the Story of How the Rich and Powerful Hide Their Money. O seu trabalho incide sobretudo em temas relacionados com paraísos fiscais, corrupção, extremismo e serviços de inteligência.

 

Fonte: LeYa

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