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IVDP, IVV e comissões vitivinícolas alinham estratégias de controlo dos vinhos nacionais

A melhoria contínua dos processos de controlo e rastreabilidade dos vinhos nacionais esteve no centro do Fórum para o Controlo do Setor Vitivinícola. Os promotores da iniciativa defendem que a confiança dos consumidores na autenticidade e certificação dos vinhos portugueses deve assentar em sistemas cada vez mais robustos, transparentes e harmonizados.

Sob o lema «Inovação nos Processos de Controlo como Garantia da Credibilidade do Setor Vitivinícola», o Fórum para o Controlo do Setor Vitivinícola reuniu os principais agentes institucionais e técnicos dos organismos responsáveis pelas diferentes regiões demarcadas do País. O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I. P. (IVDP, IP), o Instituto da Vinha e do Vinho, I. P. (IVV, IP) e as comissões vitivinícolas regionais (CVR) procuraram promover um alinhamento estratégico entre entidades, concertando procedimentos de fiscalização e identificando formas mais eficazes de aplicação no terreno, com vista ao reforço da confiança do consumidor no produto final.

A sessão de abertura contou com intervenções do IVDP e da ANDOVI – Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas, representada pelo seu presidente, José Pedro Soares, que sublinharam a necessidade de continuar a fortalecer a reputação e autenticidade dos vinhos portugueses, reforçando ações integradas e coordenadas. Para Gilberto Igrejas, presidente do IVDP, “é essencial garantir transparência e rigor em todas as etapas do processo — da colheita à vinificação, do engarrafamento à rotulagem —, para reforçar a confiança dos mercados nos nossos produtos e acrescentar valor a cada vinho que produzimos”.

Entre os temas em debate estiveram o controlo na vinha e na produção, a monitorização de existências, a manutenção das certificações e a gestão de trânsitos em articulação com a Autoridade Tributária. O Fórum abordou ainda os desafios associados à supervisão da rotulagem e às novas exigências colocadas pelo mercado digital, área que continua a carecer de maior enquadramento regulatório.

Os trabalhos decorreram num ambiente de cocriação colaborativa e partilha de boas práticas e experiências. Um dos exercícios desenvolvidos consistiu na definição de um plano de fiscalização para uma nova Denominação de Origem Protegida, permitindo aos participantes identificar pontos fortes e fragilidades do atual sistema, bem como propor soluções orientadas para garantir a genuinidade e credibilidade de todo o processo.

 

Fonte: msimpacto.com

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