A coreógrafa brasileira Lia Rodrigues cria as suas obras no Centro de Artes da favela da Maré no Rio de Janeiro e é considerada uma das vozes mais singulares e originais da dança contemporânea internacional. A palavra “borda” significa fronteira, margem, limite, barreira. Existem fronteiras geográficas e políticas, representadas por muros, arames farpados, postos de controle, portões. Essas fronteiras pressupõem uma hierarquia e criam zonas de oposição: hospitalidade e hostilidade, liberdade e dominação, o que é considerado nativo e o que é estrangeiro, inferior e superior. É o lugar da alteridade. As fronteiras distinguem grupos e povos, humanos e não humanos. Quem pertence e quem não pertence?
Ficha técnica:
Criado por Lia Rodrigues; interpretação e criação em colaboração com Leonardo Nunes, Valentina Fittipaldi, Andrey da Silva, David Abreu, Raquel Alexandre, Daline Ribeiro, João Alves, Cayo Almeida e Vitor de Abreu.
18 € – preço normal (ver descontos aplicáveis)
Fonte: AgendaLX



