Artigo

Inéditos do cinema independente para ver no sofá

A Cinema Bold apresenta, em estreia absoluta, seis obras de cinema independente. São filmes diferentes, originais e acutilantes, destacando-se as mais recentes obras de Pablo Larraín, com Gael García Bernal, e de Quentin Dupieux, protagonizada por Jean Dujardin. A não perder nas plataformas VOD e nos videoclubes das televisões!

A Bold que, em tempos normais, estreia um filme por mês, (quase sempre) em simultâneo nas salas de cinema, DVD e VOD, adapta-se à nova realidade e avança para a estreia, entre 23 de abril e 28 de maio, de seis novos filmes. Uma homenagem a alguns dos mais originais realizadores da atualidade e ao bom cinema independente.

Histórias de vários cantos do mundo, com temáticas díspares, mas que comprovam que a normalidade depende do olhar de cada um.

A 23 de Abril:

MONOS
De Alejandro Landes
Com: Sofia Buenaventura, Moises Arias, Julianne Nicholson
Thriller | 2019 | 102 min | M/16
No remoto cume de uma montanha, algures na América Latina, um grupo rebelde de adolescentes com nomes de guerra faz treinos militares, enquanto vigia uma prisioneira americana, a quem chama Doutora, e uma vaca leiteira recrutada em nome de uma força sombria conhecida por A Organização. O frágil equilíbrio altera-se quando uma emboscada leva o esquadrão para a selva. Os laços complexos fracturam-se e a missão começa a colapsar.

Alejandro Landes é um realizador, produtor e argumentista colombiano-equatoriano. Formado na Brown University em Economia Política, iniciou a sua carreia no jornalismo. Monos é o seu terceiro filme.

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A 30 abril:

SALVE SATANÁS?
De Penny Lane
Com: Jex Blackmore, Nicholas Crowe, Lucien Greaves
Documentário | 2019 | 95 min | M/14
Narrando a extraordinária ascensão de um dos movimentos religiosos mais entusiasmantes e controversos da História dos EUA, Salve Satanás? é um documentário inspirador e divertido. Quando os membros sagazes de O Templo Satânico organizam uma série de acções públicas destinadas a defender a liberdade religiosa e a desafiar a autoridade corrupta, provam que, com pouco mais do que uma ideia inteligente, um sentido de humor negro e alguns amigos rebeldes, se pode desafiar o poder de modo bastante profundo. Tanto encantador e engraçado como estimulante, Salve Satanás? oferece uma oportuna visão sobre um grupo de excluídos incompreendidos, cujo compromisso inabalável pela justiça social e política deu força a milhares de pessoas pelo mundo.

Penny Lane realiza filmes não ficcionais galardoados e inovadores há mais de uma década. Atualmente, Lane é professora associada no Departamento de Arte e História da Arte na Universidade de Colgate, zona onde vive.

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A 7 maio

RAINHA DE COPAS
De May el-Toukhy
Com: Thrine Dyrholm, Gustav Lindh, Magnus Krepper
Drama | 2019 | 128 min | M/16
Anne, uma bem-sucedida advogada, vive numa belíssima casa modernista com as suas duas filhas e o marido Peter. Mas quando Gustav, o filho problemático de Peter de uma relação anterior vai viver com eles, Anne cria uma relação íntima com o jovem que põe em risco a sua vida perfeita. E aquilo que parecia inicialmente um acto de libertação, transforma-se numa história de poder, traição e responsabilidade, cujas consequências são devastadoras.

May el-Toukhy é uma realizadora e argumentista dinamarquesa de origem egípcia. Nascida em 1977, trabalhou em teatro antes de fazer a transição para o cinema. Estudou produção na Danish National School of Performing Arts (DDSKS) e realização na National Film School of Denmark. Rainha de Copas é a sua segunda longa-metragem.

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A 14 maio

100 POR CENTO CAMURÇA
Um filme de Quentin Dupieux
Com: Jean Dujardin, Adèle Haenel, Albert Delpy
Comédia | 2019 | 77 min | M/14
Georges, 44 anos de idade, e o seu casaco, 100% camurça, têm um plano.Um filme sobre a loucura, que tem como personagem principal um homem descontrolado.

Quentin Dupieux é um realizador e músico autodidata que nasceu em 1974, em Paris.100 por Cento Camurça é já o seu sétimo filme.

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A 21 maio

LIBERDADE
De Kirill Mikhanovsky
Com: Chris Galust, Lauren ‘Lolo’ Spencer, Maxim Stoyanov
Comédia/Drama | 2019 | 110 min | S/Class CCE
Vic, um jovem desafortunado russo-americano, conduz uma carrinha de transporte de pessoas incapacitadas em Milwaukee. Já atrasado, num dia em que começam protestos, e à beira de ser despedido, concorda, relutantemente, em levar o avô e vários idosos russos a um funeral. Quando pára num bairro predominantemente afro-americano para ir buscar Tracy, uma jovem com esclerose lateral amiotrófica, o dia de Vic vai de mau a pior. Inspirado em experiências da sua própria juventude, o realizador Kirill Mikhanovsky, proporciona-nos uma comédia hilariante, tocante e optimista.

Kirill Mikhanovsky nasceu na Rússia e cresceu em Moscovo. Após o colapso da União Soviética, Mikhanovsky imigrou para Milwaukee, onde teve uma série de empregos. Formou-se na Escola de Cinema da Universidade de Nova Iorque. O seu primeiro filme, Sonhos de Peixe, venceu o Prémio Regard Jeune na Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes. Liberdade é a sua segunda longa-metragem.

A 28 maio:

EMA
De Pablo Larraín
Com: Mariana Di Girolamo, Santiago Cabrera, Gael García Bernal
Drama | 2019 | 102 min | S/Class CCE
Os pais adoptivos Ema e Gastón são espíritos livres artísticos, num grupo de dança experimental, cujas vidas são lançadas para o caos quando o filho, Polo, se envolve num acidente muito violento. Com o casamento a desabar por causa da decisão de abandonar o filho, Ema embarca numa odisseia de libertação e auto-descoberta, enquanto dança e seduz a caminho de uma ousada nova vida. Centrado na sinuosa e eletrificante arte da dança reggaetonEma é um retrato de uma jovem em chamas, a história de um temperamento artístico obrigado a lutar contra a pressão da sociedade e a necessidade de se conformar. Uma exumação psicologicamente sagaz da vida latino-americana sob restrições, com uma heroína inesquecível que está determinada a viver livremente no mundo, enquanto eletrifica todos e tudo à sua volta.

Pablo Larraín nasceu em Santiago, em 1976, é um dos maiores realizadores de cinema do Chile. Os seus filmes são diretos, geralmente agressivos e intercalados com violência, revelando um retrato cru do seu país. O  filme El Club (2015) venceu o Urso de Prata de Melhor Realizador no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

 

Fotografia :”Ema” de Pablo Larraín

Fonte agendalx

 

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