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Estreia A Doce Costa Leste: retrato de uma américa anarquista com Jacob Elordi e Ayo Edebiri

Na quinta-feira, 22 de maio, estreia na Filmin A Doce Costa Leste, a primeira longa-metragem realizada por Sean Price Williams, um dos diretores de fotografia mais influentes do cinema indie norte-americano dos últimos anos.

Uma adolescente insatisfeita empreende uma viagem surrealista e pitoresca pela costa leste dos Estados Unidos. Como uma “desenfreada Alice na Wondermerica”, Lillian vai conhecer segredos obscuros, cultos extremistas e personagens fascinantes na sua jornada. Este “road-movie” que é também um filme de coming-of-age, e uma sátira vibrante e anarquista da América de hoje, é o primeiro filme como realizador do director de fotografia Sean Price Williams, que tem vindo a trabalhar com realizadores como Abel Ferrara, os irmãos Safdie, Alex Ross Perry ou Sean Baker.

A Doce Costa Leste, conta com um elenco recheado de jovens promessas da representação norte-americana, como Talia Ryder (Never Rarely Sometimes Always), Jacob Elordi (da série Euphoria), Earl Cave (The School for Good and Evil) e ainda o mais experiente Simon Rex, protagonista de Red Rocket, de Sean Baker.

Williams e Pinkerton confessam que uma das maiores inspirações para A Doce Costa Leste, foi o filme Two-Lane Blacktop, de Monte Hellman, embora evitem rótulos e não considerem que o seu filme se insira no género “road movie”. Um verdadeiro road movie é algo que obedece a regras específicas. O nosso filme poderia ser um road movie, mas como esse género tem determinadas convenções, não achamos que faça parte dessa categoria, explica Williams. Pinkerton acrescenta: não creio que o filme pertença a esse género, porque está mais centrado nas paragens que a protagonista faz do que propriamente na estrada.

O filme, que se autodefine como uma versão punk de Alice no País das Maravilhas, traça um retrato poético e político da América contemporânea e das suas subculturas. “A simples afirmação do patriotismo norte-americano no século XXI parece irritar a maioria dos círculos em que nos movemos. Acho que o filme nasce desse facto simples, afirma Williams, que revela que o argumento está repleto de cenários, personagens e situações retiradas da sua vida pessoal e da do seu co-argumentista.

O filme destaca-se também por marcar o primeiro papel principal de Talia Ryder, apontada como uma das futuras estrelas de Hollywood. Até agora, Ryder foi vista em West Side Story, de Steven Spielberg, e Dumb Money, de Craig Gillespie. Williams não poupa elogios à atriz: A Talia foi a primeira pessoa com quem me reuni para o papel da Lillian. Impressionou-me por muitos motivos. Mas, como amante da história do cinema, não podia assumir logo que a primeira pessoa que via era a certa. Falei com outras. Gente excelente que me causou ótima impressão. Foi emocionante descobrir tantos jovens atores brilhantes. Quando voltei a encontrar a Talia, ela fez muitas perguntas. E ficou claro que compreendia a personagem melhor do que qualquer um de nós. Confiei totalmente nela. Se não gostava de uma linha de diálogo, cortávamos. Fez excelentes sugestões para o elenco, que levámos sempre em conta. Demonstrou um grande instinto durante a montagem. Continuava a surpreender-me. Não tive outra opção senão reconhecer que a Talia era a Lillian.

O filme estreia na plataforma a 22 de maio.

 

 

 

Fonte: Filmin

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