COMPOSITORES PORTUGUESES, CIPRIOTAS E GREGOS JUNTAM-SE A MÚSICOS DE ORIGEM MIGRANTES PARA CRIAR COMPOSIÇÕES MUSICAIS ÚNICAS

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  • A Orquestra Juvenil Geração estreia as composições criadas no âmbito deste projeto este domingo, às 18h, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República;
  • Mário Laginha, Carlos Garcia, Anne Victorino d’Almeida, Ana Seara e Marta Domingues são os compositores portugueses que se associaram ao projeto B-Me: Blending Melodies: Bridging Cultural Identities, tendo como parceiros os músicos Edvânia Moreno (Cabo-Verde), Marian Yanchyk (Ucrânia), Edison Otero (Colômbia), Carolina Figueiredo (Goa) e Ale Damasceno (Brasil).
  • O B-Me é cofinanciado pela União Europeia e oferece a oportunidade aos músicos refugiados ou migrantes de trabalhar com compositores da sua comunidade atual para cocriar composições musicais que combinam os sons das suas origens

Este domingo, às 18h, a Orquestra Juvenil Geração estreia composições de Mário Laginha, Carlos Garcia, Anne Victorino d’Almeida, Ana Seara e Marta Domingues (Portugal), George Dousis e María Gouvali (Grécia), Giorgio Karvellos e Geórgia Christoforou (Chipre), cocriadas com músicos de origem migrante, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República. A cocriação destas composições enquadra-se no projeto europeu B-Me: Blending Melodies: Bridging Cultural Identities, cofinanciado pela União Europeia e coordenado em Portugal pela Orquestra Geração.

O projeto, implementado em Portugal, Chipre e Grécia desde junho de 2022, tem como objetivo juntar, em cada um destes três países, cinco compositores locais a músicos refugiados, migrantes ou seus descendentes, para criar obras originais que unam diferentes identidades culturais e permitam compreender outras culturas através da música.

Em Portugal, as cinco duplas compostas por Mário Laginha e Edvânia Moreno (Cabo-Verde), Carlos Garcia e Marian Yanchyk (Ucrânia), Anne Victorino d’Almeida e Edison Otero (Colômbia), Ana Seara e Carolina Figueiredo (Goa), e Marta Domingues e Ale Damasceno (Brasil), estiveram desde outubro de 2022 a preparar as composições que agora são estreadas pelas orquestras juvenis dos três países parceiros.

Chipre, que coordena o projeto sob o Sistema Chipre, congénere à Orquestra Geração, contou com a participação dos compositores e músicos Giorgos Karvellos / Ranya Al Najjar (Líbano), Andys Skordis / Ibrahim Kamara (Gâmbia), Geórgia Christoforou / Yenisleydi Guevara Garcia (Cuba), Kyriaki Iakovidou / Ma Belen Llarde (Filipinas) e Voris Sarris / Nikita Zozovsky (Ucrânia). Já a Grécia, também sob a coordenação do El Sistema Grécia, contou com a participação dos compositores Giorgos Dousis / Padou Mayuma (R D Congo), Maria Gouvali / Elina Sadova (Rússia), Roxani Chatzidimitriou / Enxhi Kllogiri (Albânia), Ioanna Topsi-Moutesidou (Hussain Bardan (Síria) e Alexandros Gkonis / Hasan Labendz (Polónia).

“A ideia de usar como fonte de inspiração a música do país de origem de um desses músicos pareceu-me apaixonante”, refere Mário Laginha, pianista e compositor português. “No meu caso, a escolha da Edvânia Moreno não podia ter sido mais feliz. Foi ela que sugeriu e me deu a conhecer o batuque cabo-verdiano e me chamou a atenção para algumas particularidades do batuque que se tornaram nucleares na peça que escrevi”, acrescenta.

Marian Yanchyk, violonista ucraniano que se estabeleceu em Portugal desde 2005, considera a “colaboração com os músicos de vários países do mundo importantíssima neste momento. Penso que é uma oportunidade para demonstrar, mais uma vez, a igualdade que existe entre todas as nações do mundo e a união que é possível fazer através da música”.

As composições, que foram criadas pelos compositores portugueses, cipriotas e gregos, vão ficar disponíveis para serem tocadas por qualquer outra orquestra do mundo para possibilitar a compreensão de outras culturas através da música, destacando o valor e a importância da diversidade cultural.

Neste concerto, a Orquestra Juvenil Geração vai apresentar nove das quinze obras realizadas no contexto do projeto B-Me: Blending Melodies: Bridging Cultural Identities, que é implementado pela Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis Sistema Portugal (Orquestra Geração), pelo Sistema Chipre, pelo El Sistema Grécia, e é cofinanciado pela União Europeia.

 

Fonte:thinkpr.pt

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