Colectivo Berru vence Prémio Sonae Media Art com instalação biológica

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Júri do prémio de 40 mil euros escolheu entre cinco finalistas que mostram trabalhos inéditos numa exposição no Museu do Chiado.

Uma instalação composta por um sistema biológico deu a Bernardo Bordalo, Mariana Vilanova, Rui Nó e Sérgio Coutinho o Prémio Sonae Media Art, foi esta quarta-feira anunciado numa cerimónia no Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), em Lisboa. Os quatro artistas, com idades entre os 23 anos e os 28, formam o Colectivo Berru, criado no Porto em 2015.

O Prémio Sonae (proprietária do PÚBLICO) tem o valor de 40 mil euros e é considerado um dos mais significativos no campo das artes visuais. Destinado a artistas até aos 40 anos, a obra System Synthesis do Colectivo Berru foi escolhida entre cinco finalistas que apresentaram trabalhos inéditos numa exposição inaugurada na semana passada no MNAC. Além do vencedor, a exposição que pode ser vista até 2 de Fevereiro, mostra trabalhos inéditos de Diogo Tudela, Francisca Aires Mateus, Rudolfo Quintas e ainda de outro colectivo composto por Tiago Martins, João Correia e Sérgio Rebelo.

A instalação “é uma obra que propõe uma reflexão sobre uma possível síntese de utilização tecnológica na preservação do ecossistema natural”, considerou o júri constituído por Miguel Soares (artista), Patrícia Gouveia (Faculdade de Belas-Artes de Lisboa) e Yves Bernard (director do iMAL, em Bruxelas). O júri da terceira edição do prémio salientou a eficácia cenográfica da instalação, “apresentando conceitos enunciados de forma clara e atractiva para o público”. Disse também que esta instalação que cria um sistema biológico se enquadra “numa das principais correntes de interligação entre arte e tecnologia presentes na investigação da arte contemporânea”.

O colectivo portuense criou uma pequena ilha verde no interior do museu, com plantas recolhidas num baldio da cidade do Porto, procurando reproduzir o ecossistema de onde foram transplantadas. Na instalação System Synthesis/Síntese de Sistemas, e durante os próximos dois meses em que dura a exposição no MNAC, três lâmpadas, três ventoinhas e um sistema de rega fazem de sol, de chuva e criam vento, monotorizadas por 40 sensores, numa tentativa de simbiose entre natureza e tecnologia.

O júri apontou que a obra “tira partido de simples meios tecnológicos para invocar aspectos críticos do nosso mundo”. Por último, lembrou “as questões pertinentes que coloca em termos de desafios de conservação num contexto museológico”.

O Prémio Sonae Media Art, que é bienal, foi atribuído nas últimas duas edições a Tatiana Macedo (2015) e a Rodrigo Gomes (2017).

Fonte: Público

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