Artigo

Analphabet | Alberto Cortés

Analphabet | Alberto Cortés

Ao entardecer, depois da forte discussão de um casal de amantes na praia de Gulpiyuri, um fantasma chamado Analphabet aparece sobre o mar a contar a sua história e a cantar canções ao casal.

Analphabet é a invenção de um mito: o de um espírito romântico que se manifesta aos casais em ambientes naturais e que vive aprisionado na ferida da carne; a sua aparição evidencia a ravina a que chamamos “casal de amantes” e os maus-tratos a que nos submetemos dentro dessa estrutura amatória. A sua história pessoal abre a caixa das violências intragénero e expõe a necessidade de extremar também os cuidados nas relações gay atravessadas pela herança patriarcal.

Como espírito atormentado, bebe da poesia do romantismo alemão e das suas paisagens (Goethe, Hölderlin ou Novalis acompanharam esta escrita), mas também se serve da idiossincrasia andaluza e da ferida mortal de um amor em Euskadi. O fantasma, embora venha moribundo e ferido sobre um cavalo, traz consigo uma esperança: o que pode fazer a poesia pela ferida.

Espetáculo em castelhano com legendas em inglês.

Integrado no Passe Cultura apenas disponível na bilheteira do teatro.

Ficha técnica:

El Mandaíto Producciones SL. Conceito, dramaturgia, textos, encenação e interpretação de Alberto Cortés; violino e conversas por Luz Prado.

12 € – preço normal (ver descontos aplicáveis)

teatro
10 setembro a 11 setembro 2025
qua: 19h30; qui: 19h30
787 views
cool good eh love2 cute confused notgood numb disgusting fail

Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Mais informação

Se não pretender usar cookies, por favor altere as definições do seu browser.

Fechar