A Criada Zerlina – João Botelho/ Luísa Cruz

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Uma velha criada de servir debate-se com os seus impulsos eróticos e éticos. Regresso ao palco da peça que valeu a Luísa Cruz o Globo de Ouro de Melhor Interpretação em 2019.

Na obra de Hermann Broch, Zerlina não é uma jovem camponesa desperta para os impulsos do corpo, mas uma velha criada, distante já da sua matriz instintual, para quem a estratégia erótica se transformou em estratégia discutiva. Mas o corpo e discurso são ambos modos, embora diferentes, de conhecimento e o exercício de Zerlina consiste justamente na laboriosa tradução do conhecimento instintual em conhecimento intelectual. Entre um e outro, como única mediadora, está a sua linguagem, em cuja rudimentaridade procura a sistematização de valores que assistem à sua conversão de «ser erótico» em «ser ético».

 

12 fevereiro a 1 março 2020

qua: 21h30; qui: 19h; sex: 21h30; sáb: 21h30; dom: 16h

Teatro Aberto

 

Fonte: agendalx

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