Artigo

Entre a raiz e a flor há o tempo

“Mesmo quando contemplo o pôr do sol que me sabe sempre a domingo, a chuva num dia escuro, o frio que me gela ou um vento diáfano, sei que tudo isso é o clima percetível pelo meu mundo sensorial, mas quando olho para cima, vejo sempre o céu, quer faça chuva ou faça sol. É esse céu alto e indelével que me faz perceber que, tal como ele, nós estamos acima, meros observadores de todo o rebuliço de um clima agitado, ele não nos atinge, nem nos define. Ele, na embriaguez da sua luz, ou na poesia da sua opacidade, ensina-nos que no final, somos nós que traduzimos o mundo exterior em felicidade ou infelicidade. Em silêncio ontológico, a escolha é sempre nossa! ”

Regina de Azevedo Pinto tem 34 anos, é natural de Viseu, mora em Lisboa e tem alma de escritora itinerante. Estudou na Faculdade de Direito Universidade Nova de Lisboa, fez Erasmus em Italia, completou o seu mestrado no Rio de Janeiro, exerceu advocacia em Lisboa e Timor, é colunista no Jornal Tribuna de Macau e, encontra-se a trabalhar num projecto de Doutoramento atinente à área das migrações. Vagueou pelo pelo mundo a estudar e a trabalhar, mas é na escrita que encontra a sua paixão, uma necessidade imperiosa, que a acompanha desde sempre.
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