Artigo

CCB | homenagem a Ricardo Pais apresenta uma remontagem de “Talvez… Monsanto” em Lisboa

TALVEZ… MONSANTO

Um espetáculo de Ricardo Pais

CCB . 19 a 22 junho . Grande Auditório

quinta e sexta às 20h00 . sábado às 19h00 . domingo às 17h00

 

 

HOMENAGEM A RICARDO PAIS

Conversa com figuras que marcaram o percurso do encenador

António Lagarto, João Reis, Manuel Maria Carrilho, Nuno Carinhas,

Pedro Sobrado e Moderação de João Carneiro

21 de junho, sábado, 16h00 às 18h30, Sala Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Música Tradicional Portuguesa
Poemas Ruy Belo
Direção musical Miguel Amaral
Cenografia João Mendes Ribeiro
Figurinos Bernardo Monteiro
Vídeo Luís Porto
Desenho de luz Berto Pinheiro, Nuno Meira
Desenho de som Joel Azevedo
Assistência de encenação e de produção Simão do Vale Africano
Voz e elocução João Henriques
Coordenação de produção Ruana Carolina
Coordenação técnica para reposição no CCB Rui Simão

Com Miguel Amaral (guitarra portuguesa), Miguel Xavier (voz), Rui Silva (percussão), André Teixeira (guitarra), Filipe Teixeira (contrabaixo); Adufeiras de Monsanto: Amélia Mendonça, Laura Pedro,

Adosinda Xavier, Inês França, acompanhadas por Ana Clément e Joana Negrão; Luísa Cruz,

Simão do Vale Africano e João Oliveira (atores)

Coprodução Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional São João, Subcutâneo – Teatro Hialurónico

 

A música tradicional da Beira Baixa e o Fado, o campo e a cidade, o adufe e a guitarra portuguesa, os cantos religiosos e a poesia de Ruy Belo, o granito e o vento, o ancestral e o moderno, a infância e a morte, a roda e a cruz. Talvez a palavra-chave para acedermos a talvez… Monsanto seja «coabitação», a arte de transformar a estranheza em afinidade, a arte do encontro da raiz de uma coisa com a raiz de outra.

talvez… Monsanto é um encontro improvável (mas desarmante) de artistas, pensado e promovido por Ricardo Pais para uma cena que ele preenche em diálogos constantes entre linguagens, estilos, premonições, afetos e talentos.

Com direção musical de Miguel Amaral, percussões de Rui Silva e as participações de Luísa Cruz, Miguel Xavier, Simão do Vale Africano e Deeogo Oliveira, a música da Beira Baixa (trazida por e interpretada pelas Adufeiras de Monsanto) ganha o espaço que merece como produto único do património cultural português. O vídeo que Luís Porto concebe para o espetáculo, para além de uma interpretação das simbologias campestres e ancestrais presentes na música, é em si uma homenagem àquele território em desertificação lenta no interior do país. O cruzamento entre o cancioneiro da Beira Baixa (compilado por Laura Pedro e Amélia Mendonça) e o Fado não será uma surpresa para quem conheça outros trabalhos do encenador, mas é certamente um brilhante exercício que gravita a «portugalidade» que Ricardo Pais trabalha desde o seu regresso do exílio em Inglaterra, em 1974.

Esta remontagem, em Lisboa e no CCB, contará com duas novas intérpretes, cantoras e tocadoras de Adufe, revisões de alinhamento e guião, alterações aos arranjos e composições e revisões de cenário, figurinos, desenho de luz e desenho de som.

 

Fonte: ccb.pt

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