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AROUND CLASSIC APRESENTA QUODLIBET: O DIÁLOGO ENTRE BACH E O JAZZ CONTEMPORÂNEO

Uma noite com Bach, jazz e liberdade criativa no Cinema São Jorge  – é esta a proposta do Festival Around Classic. No dia 31 de maio, pelas 22h00, o Cinema São  Jorge transforma-se no palco de uma experiência sonora onde a herança de Johann Sebastian  Bach encontra o pulso livre do jazz contemporâneo, pelas mãos de Daniel Bernardes (piano e  composição), Ricardo Toscano (saxofone), João Barradas (acordeão), Demian Cabaud (contrabaixo) e Joel Silva (bateria) — cinco músicos no centro da cena jazz nacional. 

Quodlibet – Pela Beleza do Gesto é um concerto que parte do espírito de Bach para o reinventar  livremente. Daniel Bernardes, criador do projeto, propõe uma abordagem fluida e contemporânea, em que o jazz não ‘adapta’ Bach, mas reimagina-o. Com improvisação, groove,  ritmo e invenção, o palco torna-se um espaço de descoberta, onde nada é previsível e tudo pode  acontecer. 

O concerto dará origem a um novo CD, a lançar no próprio dia 31 de maio, em parceria com a  Artway, editora discográfica independente dedicada à música erudita e contemporânea. O 

registo reunirá os temas apresentados em palco e ficará como testemunho de  uma experiência sonora irrepetível. 

Nas palavras de Miguel Leal Coelho, Diretor Artístico do Around Classic: “Este momento materializa um dos grandes propósitos deste festival: criar pontes entre  linguagens musicais e renovar o modo como nos aproximamos da herança clássica. Quodlibet  leva-nos a escutar Bach como nunca o ouvimos, mantendo o rigor da sua escrita, mas com a  liberdade da criação contemporânea”. 

Quodlibet assume-se como uma proposta artística ousada, feita à imagem daquilo que o Around  Classic tem vindo a afirmar: música erudita sem barreiras, pensada para um público curioso,  aberto e atento. Uma oportunidade única para ouvir o passado em tempo real, com o ritmo de  hoje. 

Este concerto conta com o apoio da Antena 2 e da Égide – Associação Portuguesa das Artes, cujo  contributo é essencial para a sua concretização. 

INFORMAÇÕES GERAIS: FESTIVAL AROUND CLASSIC 

Concerto: Quodlibet Pela Beleza do Gesto 

Data: Sábado, 31 de maio de 2025 

Hora: 22h00 

Local: Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira, Lisboa 

Bilhetes à venda em: https://blueticket.meo.pt/pt/event/14155/festival-around-classic-bach quodlibet 

Mais informação aqui: https://aroundclassic.pt/blog/programa/bach-quodlibet-pela-beleza do-gesto/ 

 

 

 

Sobre o Around Classic 

O Around Classic é um festival inovador que visa redefinir a forma como vivemos a música clássica, tornando-a  acessível a todos. Realizado anualmente em Lisboa, o festival transforma a cidade num palco de experiências  musicais, com concertos em salas icónicas e apresentações ao ar livre. Com uma programação que inclui desde  músicos consagrados a jovens talentos, o Around Classic oferece uma abordagem única e inclusiva da música erudita,  com especial foco nas famílias e no público jovem. Através de concertos de curta duração, de 45 a 50 minutos, e uma  curadoria que alia tradição e modernidade, o festival convida todos a redescobrir a música clássica de forma fresca e  cativante. 

BIOGRAFIAS 

Daniel Bernardes 

Daniel Bernardes nasceu em Alcobaça a 26 de junho de 1986. Começou a estudar piano aos 5 anos de idade e aos 18  mudou-se para Paris, admitido na École Normale de Musique de Paris. Regressa a Portugal para se dedicar ao jazz,  estudando com Filipe Melo na Escola de Jazz Luíz Villas-Boas, ingressando depois na Escola Superior de Música de  Lisboa com João Paulo Esteves da Silva. Em 2010 apresenta o seu trio na Casa da Música com o qual lança, em 2013,  o seu disco de estreia Nascem da Terra. Desenvolve também uma atividade intensa enquanto compositor na procura  de mesclar os universos do jazz e da música erudita do qual resultam os projetos Daniel Bernardes’ Crossfade  Ensemble e, em colaboração com o Drumming Grupo de Percussão, A Liturgia dos Pássaros, destacado nas escolhas  do editor da revista norte-americana JazzTimes. Colabora igualmente com o Coro Ricercare com que grava  “Beethoven… Reminiscências” e “City of Glass”. Assumiu a direção musical de diversas produções teatrais para o 

Teatro do Bairro, Teatro Nacional D. Maria II e ainda o espetáculo do Centenário de Amália para  o CCB. Chega ao cinema pela mão de João Botelho em Peregrinação, colaboração que se  estende aos dias de hoje. Trabalha ainda com os realizadores Sofia Pinto Coelho, Margarida Gil,  Jorge Paixão da Costa e Jorge Cramez. 

Ricardo Toscano 

Ricardo Toscano é um saxofonista português nascido em Lisboa, que cresceu na Amora, Seixal. Filho de músico, iniciou  o seu percurso musical aos oito anos na Sociedade Filarmónica Operária Amorense. Aos 12 anos, ingressou no  Conservatório Nacional de Música para estudar clarinete e música clássica. Posteriormente, frequentou a Escola  Profissional Metropolitana de Lisboa e a Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, onde estudou saxofone. Aos 17 anos, entrou  na Escola Superior de Música de Lisboa. Em 2011, foi distinguido com o Prémio Jovens Músicos. O seu álbum de  estreia, “Ricardo Toscano Quartet”, foi lançado em 2018. Este trabalho foi amplamente reconhecido, consolidando a  sua posição no panorama do jazz nacional. Em 2019, Ricardo Toscano formou um novo trio internacional, colaborando  com o contrabaixista francês Géraud Portal e o baterista norte-americano, Ali Jackson. Este projeto estreou-se em  Portugal com uma série de concertos em várias cidades. Ao longo da sua carreira, Ricardo Toscano tem colaborado  com diversos músicos e participado em vários projetos, incluindo o Sexteto de Jazz de Lisboa, o Nelson Cascais  Decateto, o Septeto do Hot Clube de Portugal, o Quarteto de Mário Barreiros e Lokomotiv de Carlos Barretto. Em  2023, apresentou o projeto “First Take” no SeixalJazz, explorando novas sonoridades com músicos internacionais. Em  outubro de 2023, Ricardo Toscano celebrou o seu 30.º aniversário com dois concertos na Culturgest, em Lisboa. O  primeiro, uma homenagem a Charlie Parker intitulada “Ricardo Toscano With Strings”, contou com a Orquestra de  Câmara Portuguesa dirigida por Pedro Moreira. O segundo, “Ricardo Toscano Trio: Chasing Contradictions”,  apresentou o saxofonista em formato de trio, explorando novas abordagens musicais. Atualmente, Ricardo Toscano  continua a ser uma figura proeminente no jazz português, reconhecido pelo seu talento e contribuições significativas  para o género e para a comunidade. 

João Barradas 

João Barradas destaca-se como um dos músicos mais criativos no panorama do acordeão europeu, movendo-se,  simultaneamente, entre a tradição clássica e a música improvisada. É o responsável pelos primeiros recitais de  acordeão em programações tão distintas como as da Wiener Konzerthaus, da Fundação Calouste Gulbenkian ou do  Festival d’Aix-en-Provence e apresenta-se como solista com a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra da  Tonhalle de Zurique, a Sinfónica de Hamburgo ou a Orquestra de Câmara de Colónia, sob a direção de prestigiados  maestros como Edward Gardner, Alondra de la Parra, Sylvain Cambreling e Christoph Poppen. No mundo do jazz, tem  aumentado a influência do seu instrumento colaborando com alguns dos mais importantes improvisadores  contemporâneos, tais como, Mark Turner, Peter Evans, Aka Moon, Greg Osby, Mike Stern, Rufus Reid, David Binney,  Gil Goldstein, Perico Sambeat, Christian Lillinger, Tineke Postma, Ben Van Gelder e formações alagardas como a  Brussels Jazz Orchestra. Foi nomeado ECHO Rising Star pela European Concert Hall Organization em 2019. Na presente  temporada, será o Artista em Residência na Casa da Música, no Porto, e foi distinguido com o Sir Jeffrey Tate Award,  na Alemanha. 

Demian Cabaud  

Demian Cabaud nasceu em Buenos Aires, Argentina em 1977 numa família onde não havia músicos. Por isso, a música  foi uma descoberta que fez sozinho, aos 11 anos, e na qual imediatamente mergulhou. Mais tarde, apaixonou-se pelo  som do contrabaixo e começou a estudar com Hernán Merlo, Miguel Angel Villarroel e nos últimos 10 anos com  Alejandro Erlich Oliva. Em 2001 mudou-se para Boston, Massachusetts, depois de receber uma bolsa de estudos da  Berklee College of Music, onde se graduou em maio de 2003. Em Boston, teve contacto e aprendeu com grandes  mestres. Lá, começou a atuar com muitos músicos talentosos e uma digressão trouxe-o a Portugal. Em 2004, mudou se para Lisboa e depois de ali viver 7 anos, mudou-se para o Porto, onde vive até ao presente com a sua família.  Demian é um artista muito ativo, tocou e gravou com músicos como Lee Konitz, Joe Lovano, Chris Cheek, Mark Turner,  Bill Mchenry, Rich Perry, Rick Margitza, Seamus Blake, Ohad Talmor, Miguel Zenon, Perico Sanbeat, David Schnitter,  Maria Schneider, Kurt Rosenwinkel, Gilad Hekselman, Phil Grenadier,Darren Barret, Russ Johnson, Jason Palmer,  Jason Moran, Bill Carrothers, Leão Genovese, Bernardo Sasseti, Albert Sanz, Mario Laginha, Maria João, Maria João,  Theo Bleckman, Sheila Jordan, Ra Kalam Bob Moses, Jeff Williams, John Riley, Jorge Rossy, Gerald Cleavert, Francisco  Mela, Dan Weiss, Ari Hoenig Ferenc Nemeth, John Hollenbeck, entre muitos outros. É professor no Siena Jazz master  program, em Itália. É membro regular da prestigiada Orquestra Jazz de Matosinhos, OJM, há mais de 20 anos. 

Já tocou em mais de 85 discos e, como líder, lançou “Naranja” TOAP Records em 2008; “Ruínas” TOAP Records em  2010 e “How about you?” TOAP Records em 2011; “En febrero” Fresh Sound New Talent Records 2013; “Off the 

ground” Robalo records 2016; “Astah” Carimbo Portajazz 2018; “A terra é de quem trabalha”  Carimbo Portajazz 2018 e “Aparición” Carimbo Portajazz 2019; “Otro cielo” Carimbo Portajazz  2021 e “Árbol adentro” Carimbo Portajazz 2024. 

Joel Silva  

Joel Silva iniciou os seus estudos musicais em 1997, na E.M.O.L (Escola de Música do Orfeão de Leiria) e concluiu em  2008 a licenciatura no curso de Jazz da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), onde estudou  bateria com Michael Lauren. Tem vindo a acompanhar vários músicos, destacando-se Carlos Barretto, Maria João,  Bernardo Moreira, Cristina Branco, Salvador Sobral, Luísa Sobral, Sara Correia, António Zambujo, Septeto e Big Band  H.C.P., Paulo de Carvalho, Silvia Perez Cruz, Matt Penman, Robin Eubanks, Francesco Bearzatti, Júlio Resende,  Salomão Soares, João Paulo Esteves da Silva, Will Vinson, Dave Ambrosio, Phil Dwyer, Pietro Tonolo, Baptiste  Trotignon, Nuno Ferreira, Franck Amsallem, Diogo Clemente, Angelo Freire, Perico Sambeat, Reinier Baas, Daniel  Bernardes, Luís Figueiredo, Ole Morten Vågan, Mário Delgado, Abe Rabade, Chris Kase, Bena Lobo, Luiz Avellar, Tim  Tim Por Tim Tum, Andy Sheppard, Alexander Search e Mutrama. Desde 2004, tem estado presente em vários festivais  de jazz em países como Portugal, Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica, Itália, Grécia, Angola, Brasil, Cabo Verde, França,  Macau, Espanha, Israel, Eslovénia, Suécia, Alemanha, Turquia, Suíça, Lituânia, Polónia, Inglaterra e EUA. Foi convidado  a integrar o corpo docente do curso de Mestrado em Jazz da Universidade de Aveiro durante o ano letivo de  2011/2012. Gravou mais de 50 discos, um dos quais o seu primeiro álbum em nome próprio, intitulado “Geyser”, que  foi cotado com 4,5 estrelas no site All About Jazz e considerado pelo jornal “Público” como “um dos grandes discos  Jazz editados em Portugal”. Foi o produtor musical de “Paris, Lisboa”, o segundo álbum de Salvador Sobral. Leciona  na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas – Hot Clube de Portugal. 

 

Fonte: pure.pt

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