Para o olhar teatral, a ópera apresenta frequentemente um défice de verosimilhança, expresso na convenção de que as personagens continuam a cantar mesmo no momento da morte. Ninguém Morre a Cantar é um projeto que interroga o possível anacronismo da ópera, algumas das suas figuras paradigmáticas e as relações políticas e sociais que este género continua a mobilizar. Em cena, uma cantora entrelaça a sua própria história com a das heroínas operáticas, permitindo uma imersão sensível nos dilemas dessas personagens que habitam o limiar entre idealização e realidade. (…)
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Ficha técnica:
Texto de Rui Pina Coelho; concepção e interpretação de Sara Belo; com o pianista Pedro Vieira de Almeida.



