A Filmin estreia, em exclusivo, na terça-feira, 13 de setembro, a minissérie Vigdís, a primeira presidente, um biopic de quatro episódios sobre a vida de Vigdís Finnbogadóttir, que fez história ao tornar-se, em 1980, a primeira mulher eleita presidente de uma república por sufrágio universal em todo o mundo e a primeira chefe de Estado na Europa.
A série é realizada por Björn Hlynur Haraldsson (um dos criadores da aclamada série “Blackport”) e pela atriz Tinna Hrafnsdóttir, e conta com Nína Dögg Filippusdóttir (“Os Assassinatos de Valhalla”) no papel da política na sua fase adulta. Já a atriz e estrela pop Elín Hall interpreta-a nos dois primeiros episódios, desde a adolescência até aos 30 anos.
A narrativa mergulha profundamente na transformação de Vigdís, mostrando como uma jovem aparentemente obediente e perfeccionista se torna uma mulher que desafia as normas sociais e culturais do seu tempo. Ao longo dos episódios, a série retrata triunfos e derrotas, o impacto da morte prematura do irmão, as suas dúvidas e inseguranças, bem como a sua determinação em superar obstáculos pessoais e sociais enquanto mãe solteira e profissional num meio dominado por homens. E sobretudo, a sua corajosa decisão de se candidatar às eleições presidenciais em 1980, numa altura em que a igualdade de direitos ainda estava muito longe de ser uma realidade.
Sobre Vigdís Finnbogadóttir
- Embora outras mulheres já tivessem chefiado países antes (como Isabel Perón na Argentina ou Sühbaataryn Yanjmaa na Mongólia), Vigdís foi a primeira mulher no mundo a ser eleita presidente de uma república através de eleições democráticas e a primeira chefe de Estado eleita na Europa.
- A sua eleição em 1980 foi impulsionada pelo forte movimento feminista islandês, especialmente após a histórica greve de mulheres de 24 de outubro de 1975, quando 90% das mulheres do país paralisaram a Islândia para exigir igualdade de direitos e salários.
- Presidiu à Islândia entre 1980 e 1996, tendo sido reeleita três vezes e mantendo o mandato mais longo alguma vez exercido por uma mulher nesse cargo.
- Em duas das reeleições (1984 e 1992) não teve qualquer oponente, um reflexo da enorme popularidade e consenso social que conquistou.
- Foi a primeira mulher solteira na Islândia autorizada a adotar uma filha, numa época em que tal era muito pouco comum
O grande papel da sua vida
Elín Hall é uma figura de destaque da música islandesa. O seu segundo álbum, “heyrist í mér?” (2023), venceu o prémio de Álbum do Ano nos Reykjavík Grapevine Music Awards, além de receber múltiplas nomeações nos Icelandic Music Awards. Participou em festivais internacionais, como o SXSW 2025 em Austin, e, como atriz, destacou-se especialmente pelo seu papel protagonista no aclamado filme “Déjame caer” (Baldvin Zophoníasson, 2018), que lhe valeu uma nomeação para os prémios Edda da Academia de Cinema e Televisão da Islândia. Agora, a sua meteórica carreira culmina com a oportunidade de interpretar um verdadeiro símbolo nacional, Vigdís Finnbogadóttir.
Elín Hall (nome verdadeiro Elín Sif Halldórsdóttir) recorda que não teve de fazer qualquer audição para conseguir o papel, que lhe foi atribuído graças ao enorme parecido físico com a jovem Vigdís. “Não acho que pareçamos gémeas, mas muitas pessoas dizem que somos assustadoramente semelhantes”, afirma.
A atriz aproveita ainda para agradecer a todas as mulheres como Vigdís, e a outras da sua geração, que “nadaram contra a corrente” para conquistar muitos dos direitos de que hoje usufruem as jovens islandesas: Pensei na minha avó e em tudo o que ela teve de fazer para lutar pela oportunidade de frequentar o ensino secundário, comparando com todas as coisas que hoje tomo como garantidas enquanto mulher jovem — um resultado direto das barreiras que elas derrubaram.
Vigdís, a primeira presidente estreia a 16 de setembro.
Fonte: Filmin



