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A Coleção de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, é a concretização do do novo edifício e jardim desenhados por Kengo Kuma e Vladimir Djurovic e constitui também uma oportunidade para redescobrir um espaço público emblemático da cidade de Lisboa: a Rua Marquês de Fronteira, cuja requalificação foi concluída pela Câmara Municipal de Lisboa.

Quase mil metros quadrados de área expositiva, mais luz natural, novas zonas e uma nova entrada, enquadrada pelo novo jardim desenhado pelo paisagista libanês Vladimir Djurovic.

Esta obra, que foi desenvolvida no âmbito da estratégia de intervenção da Autarquia e integra um conjunto de intervenções do Eixo Largo de São Sebastião – Praça de Espanha, abrangeu o troço compreendido entre a Rua Dr. Nicolau Bettencourt e a Rua Marquês de Sá da Bandeira. Com projeto da Câmara Municipal de Lisboa, em articulação com a Fundação Calouste Gulbenkian, esta intervenção oferece um novo espaço à cidade, criando em simultâneo um novo acesso público ao jardim da Fundação, junto ao renovado Centro de Arte Moderna.

 

Transformando esta área num espaço acolhedor e harmonioso, o novo muro, serve não só como espaço de estadia e descanso, mas permite melhor apreciar as árvores notáveis que caracterizam o local. A nova configuração melhorou também a circulação e a acessibilidade para peões e ciclistas, ampliando o espaço disponível.

 

Esta intervenção, que resultou de um protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Eugénio de Almeida, contribui assim para a regeneração desta área da cidade. Está em causa um investimento municipal de cerca de um milhão de euros, iniciado em janeiro de 2024 e concluído em setembro.

 

A aquisição de terrenos permitiu à Fundação Calouste Gulbenkian criar mais área de jardim, aos quais se pode aceder de forma gratuita durante todo o ano. Antes de entrar no novo CAM tem de se atravessar a Engawa – um espaço de passagem, interior e exterior, encontrado habitualmente nas casas tradicionais japonesas (uma peça-chave na remodelação).

Segundo o diretor do CAM, Benjamin Weil. “o edifício tem agora mais paredes envidraçadas, que o enchem de luz natural e foi alvo de um grande reforço sísmico. No interior, a coleção estará espalhada por todo o edifício, apresentada em diversos contextos. Queremos que o novo CAM seja centrado no artista. Mas também queremos ser um interface, o mais eficaz, para que um público cada vez mais diverso possa aproveitar o poder transformador da Arte”

 

 

Créditos: Nuno Correia/CML

Por: Revista Bica

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