Artigo

Vieira da Silva como nunca a viu

O Centro Colombo apresenta o tema da 9ª edição de «A Arte Chegou ao Colombo» que vai homenagear uma das artistas portuguesas mais conceituadas no mundo. Vieira da Silva. Exposição imersiva à obra da artista é uma exposição que reúne 35 obras de Vieira da Silva, apresentadas de forma inédita numa experiência imersiva de digital & media art, concretizada num museu temporário instalado na praça central do Centro, de 26 de junho a 26 de agosto.

A exposição inédita assenta num projeto concebido de raiz, que concilia a arte no sentido mais clássico e convencional com o arrojo e disrupção digital. As obras de Vieira da Silva vão ser alvo de animações, efeitos imersivos e desconstruções que vão permitir aos visitantes uma aproximação à arte numa experiência única de cor, texturas e expressão. O projeto digital está a cargo dos Óskar & Gaspar, um coletivo de profissionais portugueses de artes visuais e multimédia, especializado nas áreas de mapeamento de vídeo, projeção 3D e design de palco, premiados em Cannes e com projeção internacional, nomeadamente com um projeto no America’s Got Talent, que lhes deu muito reconhecimento.
Maria Helena Vieira da Silva é a artista portuguesa com maior projeção internacional, cujas obras atingem valores mais altos em leilão. Foi na pintura que se notabilizou, mas o seu percurso também ficou associado a encomendas importantes de arte pública, a trabalhos de cenografia, tapeçaria, vitral e ilustração. A sua obra encontra-se exposta pelo mundo inteiro. Em 2013, a União Astronómica Internacional homenageou a artista plástica ao dar o seu nome a uma cratera em Mercúrio.
A 9ª edição de AACC conta com a parceria da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, que participou na seleção das obras que vão estar em exposição, garantindo a qualidade, representatividade do percurso e o respeito pela integridade da obra da artista. No ano em que a abertura do Museu ao público comemora 25 anos, a FASVS e o Centro Colombo dão as mãos para celebrar uma das mais notáveis artistas portuguesas.
O projeto de arquitetura, fundamental para dar vida a este museu digital, será da responsabilidade da plataforma multidisciplinar KWY.studio, um colectivo que aborda cada projeto numa lógica colaborativa entre várias disciplinas, como é o caso desta iniciativa.

Para Paulo Gomes, diretor do Centro Colombo, é muito relevante que este projeto volte a homenagear uma artista portuguesa. “Cada edição de «A Arte Chegou ao Colombo» é assumida por nós com um espírito de missão: democratizar o acesso à arte. Nesta 9ª edição, voltamos a celebrar a arte em português. Maria Helena Vieira da Silva é um nome consensual, com bastante reconhecimento nacional e internacional. A nossa responsabilidade este ano é ainda maior pois arriscámos muito no formato que queremos que seja apelativo para todos. Temos a certeza de que vamos surpreender com este projeto digital de enorme qualidade”, afirma.
Paulo Gomes, diretor do Centro Colombo
A iniciativa «A Arte chegou ao Colombo» foi lançada em 2011 e contou, no primeiro ano de arranque, com a parceria do Museu Coleção Berardo na exposição dos trabalhos de quatro artistas nacionais – Joana Vasconcelos, Miguel Palma, Susana Anágua e Isaque Pinheiro. Seguiram-se depois o MNAA – Museu Nacional de Arte Antiga (2012), a Exposição Andy Warhol – Icons (2013), a instalação interativa The Pool da artista norte-americana Jen Lewin (2014), a A Divina Comédia de Salvador Dalí (2015) e a exposição Terry O’Neill – Faces of the Stars. Em 2017, a iniciativa recebeu O Mundo Fantástico de Paula Rego, um verdadeiro sucesso com 224.500 visitantes em três meses e no ano passado foi a vez de Roy Lichtenstein e a Pop Art.

Sobre Vieira da Silva
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) nasce em Lisboa. Estuda desenho, pintura e escultura em Lisboa e, em 1928, parte para Paris para frequentar a aulas de escultura e de pintura em várias academias. Em 1930 casa com o pintor Arpad Szenes (1897-1985), de origem húngara, e perde a nacionalidade portuguesa. Pintora de temas essencialmente urbanos, revela desde muito cedo preocupação com a expressão do espaço e da profundidade. Em 1932 conhece a galerista Jeanne Bucher, que desempenha um papel decisivo na sua carreira. A ameaça da II Grande Guerra traz o casal a Lisboa, mas é-lhes recusada a nacionalidade portuguesa, o que os leva a partir para o Brasil, onde vivem entre 1940 e 1947. A década de 50 traz a Vieira da Silva inúmeras exposições importantes, em França e no estrangeiro (Estocolmo 1950, Londres 1952, São Paulo 1953, Basileia e Veneza 1954, Caracas 1955, Londres 1957, Cassel 1959, entre outras). Em 1956, Arpad Szenes e Vieira da Silva naturalizam-se franceses. O Estado francês adquire obras suas a partir de 1948 e atribui-lhe várias condecorações, a primeira em 1960. Vieira da Silva acumula vários prémios internacionais e, a partir de 1958, organizam-se retrospetivas da sua obra por toda a Europa. Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian mostra a sua obra em 1970. Em 1983, o Metropolitano de Lisboa propõe-lhe a decoração da estação da Cidade Universitária. Em 1990, em Lisboa, é criada a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva cujo Museu, dedicado à obra dos dois pintores, abre ao público em 1994.

Para mais informações visite: www.fasvs.pt

 

Fonte: Lift

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