Tornaram-se reconhecidos juridicamente no Reino Unido no final da década de 1990. Os denominados contratos “zero hours” caracterizam-se por não oferecer garantia de um número mínimo de horas de trabalho para o empregado, que fica como que “on-demand” do empregador, sendo remunerado apenas pelas horas efetivamente trabalhadas.
É neste estado de precariedade laboral que vamos encontrar os quatro “heróis” de Prendre Soin, de Alexander Zeldin, primeiro capítulo da trilogia sobre as desigualdades que o dramaturgo britânico iniciou em 2014, e da qual já passou por Lisboa, em 2021, Love. Susan, Grace, Becky e Phil são contratados para as limpezas numa fábrica de processamento de carnes, através de uma empresa de trabalho temporário. Noite após noite, limpam as instalações da fábrica. Não há direito a folgas nem a gastos supérfluos porque o ordenado é curto e, claro, em nome da flexibilidade do mercado de trabalho, incerto.
Com um olhar social crítico e até algum humor, Zeldin constrói uma peça arrebatadora sobre a vulnerabilidade, a solidão e a luta pela dignidade destas vidas invisíveis. O espetáculo é apresentado em Lisboa numa produção francesa encenada pelo próprio autor. FB
Em francês com legendas em português e inglês.
Ficha técnica:
Compagnie A Zeldin. Inspirado em “Beyond Caring” de Alexander Zeldin; texto e encenação de Alexander Zeldin; com Lamya Regragui, Juliette Speck, Charline Paul, Patrick d’Assumção, Nabil Berrehil e Bilal Slimani.
20 € – preço normal (ver descontos aplicáveis)



