Numa cidade banal, as pessoas começam a transformar-se em rinocerontes. Um a um. Depois quase todos. A metamorfose deixa de ser excepção e instala-se como norma.
Nesta reinterpretação do texto de Ionesco, a encenação de Carlos J. Pessoa constrói um espaço instável, onde a transformação deixa de ser metáfora distante para se tornar processo visível. Já a dramaturgia de Cláudia Madeira, afina o texto com as vibrações do presente, sublinhando a fluidez das identidades, a fragilidade das convicções e a velocidade com que o que damos por adquirido pode ser perdido.
Ficha técnica:
Teatro da Garagem. A partir de Eugene Ionesco. Encenação de Carlos J Pessoa; com Dai Ida, Pedro Lacerda, Rita Loureiro e Rui Maria Pêgo.
6 € a 12 €



