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Estreia Nacional da Ópera VANESSA, de Samuel Barber | Teatro São Luiz

A Ópera do Castelo apresenta em co-produção com o Teatro Municipal São Luiz, a estreia nacional da obra prima do compositor americano Samuel Barber (1958), uma referência operática do século XX, com umas das “bandas sonoras” mais belas de sempre, finalmente na sua estreia nacional, quase 70 anos após a sua estreia em Nova Iorque, protagonizada, protagonizada pela soprano Catarina Molder, com a encenação da encenadora e cenógrafa alemã Daniela Kerck, sob a batuta do maestro Diogo Costa.

Estreia Nacional da Ópera VANESSA, de Samuel Barber, no dia 31 de outubro, na sala Luis Miguel Cintra, no Teatro São Luiz.

Vanessa passou os últimos vinte anos à espera de um antigo amante e o seu grande amor que ela crê cegamente que irá regressar. Torna a família refém dessa espera vã, até que supostamente o antigo amante regressa. Mas será que é mesmo o antigo amante, ou um impostor que se faz passar por ele? Vanessa vai querer continuar a viver numa ilusão – na teia que ela própria criou para fugir à realidade, ou vai finalmente ter a coragem de encarar a realidade.

O compositor do famoso adagio oferece-nos uma ópera com a música mais inspirada e vibrante, com uma intensidade cinemato ́gaficano libreto de Gian-Carlo Menotti em torno das ilusões estilhaçadas, do envelhecimento e da passagem do tempo, de perpectuação do amor impossível e dos bloqueios emocionais familiares e da recusa em encarar a crua realidade da vida e das relações humanas.

Direcção musical: Diogo Costa

Direcção cénica, cenografia e desenho e luz: Daniela Kerck

Figurinos: Hannah König

Elenco
Vanessa Catarina Molder
Anatol Ermin Ašćerić
Erica Beatriz Volante
Doutor Luís Rodrigues
Baronesa Alexandra Calado
Major Domo Tiago Amado Gomes
Coro Operafest
Orquestra Filarmónica Portuguesa

Produção: Ópera do Castelo

Co-Produção: São Luiz Teatro Municipal

Samuel Barber

Samuel Osmond Barber II (9 de março de 1910 – 23 de janeiro de 1981) foi um compositor, pianista, maestro, barítono e educador musical americano, e um dos compositores mais celebrados de meados do século XX. [1] Principalmente influenciado por nove anos de estudos de composição com Rosario Scalero no Curtis Institute e mais de 25 anos de estudo com seu tio, o compositor Sidney Homer, a música de Barber geralmente evitava as tendências experimentais do modernismo musical em favor da linguagem harmônica tradicional do século XIX e da estrutura formal que abraçava o lirismo e a expressão emocional.

Barber era adepto da música instrumental e vocal. Suas obras fizeram sucesso no cenário internacional e muitas de suas composições foram rapidamente adotadas no cânone da música clássica. Em particular, seu Adagio para Cordas (1936) conquistou um lugar permanente no repertório de concertos orquestrais, assim como sua adaptação para coro, Agnus Dei (1967). Ele recebeu o Prêmio Pulitzer de Música duas vezes: por sua ópera Vanessa (1956–1957) e pelo Concerto para Piano e Orquestra (1962). Também amplamente executado é seu Knoxville: Verão de 1915 (1947), uma configuração para soprano e orquestra de um texto em prosa de James Agee. Na época da morte de Barber, quase todas as suas composições haviam sido gravadas.[2] Muitas de suas composições foram encomendadas ou executadas pela primeira vez por grupos e artistas famosos como a Orquestra Sinfônica de Boston, a Orquestra da Filadélfia, a Filarmônica de Nova York, a Metropolitan Opera, Vladimir Horowitz, Eleanor Steber, Raya Garbousova, John Browning, Leontyne Price, Pierre Bernac, Francis Poulenc e Dietrich Fischer-Dieskau.[2]

Embora Barber tenha composto um corpo significativo de música puramente instrumental, dois terços de sua produção composicional foram canções para canto e piano, música coral e canções para voz e orquestra. Algumas de suas canções mais frequentemente executadas incluem as versões solo para voz e coral de Sure on this shining night (versão solo de 1938 e versão coral de 1961) com texto de Agee, e o ciclo de canções Hermit Songs (1953), com textos anônimos de monges irlandeses do século
VIII ao XIII. Essa ênfase no material cantado estava enraizada em sua breve carreira como barítono profissional aos 20 anos, que inspirou um amor vitalício pela música vocal.
Barber manteve um relacionamento com o compositor Gian Carlo Menotti por mais de 40 anos. Eles moravam em Capricorn, uma casa ao norte da cidade de Nova York, onde frequentemente davam festas com luminares acadêmicos e musicais. Menotti foi o libretista de Barber em duas de suas três óperas. Quando o relacionamento terminou em 1970, eles permaneceram amigos próximos até a morte de Barber.

 

 

Mais algumas notas sobre Vanessa

Esta obra trouxe a Samuel Barber o seu primeiro Prêmio Pulitzer de música, uma obra- prima estreada em 1958, baseada em um libreto do parceiro (romântico e profissional) do compositor por mais de 40 anos, Gian Carlo Menotti. Com uma das mais belas “bandas sonoras” do século XX, Vanessa conta a história de uma mulher que, abandonada por seu amante Anatol, se retira do mundo para aguardar seu retorno, vivendo isolada com sua mãe e sobrinha. Duas décadas depois, chega um homem que destrói o delicado equilíbrio de seu lar. Uma obra-prima musical e dramática com reviravoltas psicológicas hitchcockianas!

Ópera do Castelo

A Ópera do Castelo é a estrutura nacional de produção de ópera independente liderada pela soprano Catarina Molder, uma das grandes figuras da ópera em Portugal. É líder em Portugal, de formatos e projectos inovadores na área da ópera, incluindo o áudio-visual. Criou e lançou o premiado programa televisivo Super Diva ópera para todos, com três temporadas para a RTP2, também em versão inglesa distribuida mundialmente. Tem apresentado projectos de ópera site-specific, realizados inúmeras estreias nacionais, apresentado grandes clássicos em novas versões portuguesas, feito inúmeras encomendas de ópera, de onde se destaca a ópera “O Homem dos Sonhos” a partir do conto homónimo de Mário de Sá- Carneiro também em versão filmada. É a maior empregadora no mercado operático nacional a seguir ao TNSC e a maior empregador de talento nacional, assim como o palco mais significante de talento emergente de todas as gerações. Tendo feito um trabalho notável na divulgação da ópera e dinamização especialização do mercado operático nacional e na formação no terreno de novos profissionais, tendo ainda colocado Portugal e Lisboa na rota dos Festivais internacionais de ópera.

Lançou o Óperafest Lisboa, com seis edições realizadas, desde o seu arranque em 2020 que se tem afirmado como um dos festivais de ópera mais “fora da caixa” da Europa reconhecido pela critica internacional, também porque alia a inovação das suas propostas, a encomendas de novas óperas, numa sem precedentes montra de talento nacional operático emergente, à captação efectiva de novos públicos e público jovem e, nesse sentido é já um case study porque contraria a tendência global.

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