Dança sem limites com Corpo Clandestino de Victor Hugo Pontes

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Corpo Clandestino traz a palco o que habitualmente não é visto em cena num espetáculo de dança. A criação de Victor Hugo Pontes é apresentada na Culturgest, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de fevereiro, às 21:00, no Auditório Emílio Rui Vilar.

“Quando confronto os espectadores com estes corpos, estou a colocá-los não diante de um espelho directo, mas diante um espelho indirecto. É sermos confrontados com nós mesmos, mas de outra maneira.” Victor Hugo Pontes

“A própria presença destes corpos em palco, a dançar, é um gesto político.” Público

Corpo Clandestino é um lugar de fala de sete intérpretes. Os corpos de Ana, Andreia, Gaya, Joãozinho, Mafalda, Paulo e Valter são veículos de identidade: produzem imagens que entram na mente de quem os vê numa reflexão do próprio papel do corpo na dança.

Um exercício de deslocamento e recomposição: coloca-se em cena o que habitualmente não é de cena; ajusta-se a atenção; encaixam-se peças físicas singulares. Em palco, estão intérpretes cujos corpos não-normativos lançam o espectador na paisagem de um corpo de baile, configurado por oposição a classicismos e ideais. Em palco, está afinal um só corpo, formado por sete peças verdadeiramente únicas.

Esta criação de Victor Hugo Pontes acompanha o mecanismo de Kafka em A Metamorfose: o ponto de vista do espectador será o ponto de vista dos próprios intérpretes, à medida que tomam consciência da sua condição diferente e estão em palco enquanto tal. Só assim poderá ser verdadeiramente questionada a normatividade dos corpos do século XXI. Victor Hugo Pontes quer evitar as perspectivas redutoras e padronizadas, focando-se no desencadeamento do surgimento de um novo olhar sobre a diferença, quer impelir o espectador a construir uma visão individual do espectáculo, depois de acomodar as suas dúvidas, hesitações e incompreensões.

Corpo Clandestino repensa a normatividade dos corpos, propondo um caminho de comunicabilidade e partilha, alternativo a perspetivas reducionistas, padronizadas e inúteis.

O espetáculo foi desenvolvido em Setúbal por Victor Hugo Pontes em residência artística dinamizada a no âmbito da plataforma de criação artística da Câmara Municipal, Rota Clandestina, com direção artística de Renzo Barsotti.

Os bilhetes custam entre 5€ e 14€ (ver descontos) e estão à venda na Culturgest e na rede Ticketline.

Sobre Victor Hugo Pontes 
Victor Hugo Pontes nasceu em Guimarães, em 1978. É licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2001, frequentou a Norwich School of Art & Design, Inglaterra. Concluiu os cursos profissionais de Teatro do Balleteatro Escola Profissional e do Teatro Universitário do Porto, bem como o curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança. Como criador, a sua carreira começa a despontar a partir de 2003 com o trabalho Puzzle. Desde então, vem consolidando a sua marca coreográfica, tendo apresentado o seu trabalho por todo o país, assim como em Espanha, França, Itália, Alemanha, Rússia, Áustria, Brasil, entre outros.
Ficha Técnica

Direção artística
Victor Hugo Pontes

Cenografia
F. Ribeiro

Música
Joana Gama e Luís Fernandes

Direção técnica e desenho de luz
Wilma Moutinho

Figurinos
Cristina Cunha e Victor Hugo Pontes

Interpretação
Ana Afonso Lourenço, Andreia Miguel, Gaya de Medeiros, Joãozinho da Costa, Mafalda Ferreira, Paulo Azevedo e Valter Fernandes

Assistente de direção
Ángela Diaz Quintela

Desenho de som
Rafael Maia

Consultoria artística
Madalena Alfaia

Direção de produção
Joana Ventura

Produção executiva
Mariana Lourenço

Assistência de produção
Inês Guedes Pereira

Apoio à residência
CRL – Central Elétrica, O Espaço do Tempo, Rota Clandestina – Município de Setúbal, Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre
Coprodução Nome Próprio, A Oficina – CCVF, Centro de Arte de Ovar, Rota Clandestina – Município de Setúbal, Teatro José Lúcio da Silva, Teatro Municipal do Porto, Théâtre de Liège e Theatro Circo

Agradecimentos
Teatro Nacional São João
A Nome Próprio tem o apoio da República Portuguesa – Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes e é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto.

Corpo Clandestino

17 MAR – Guimarães – Centro Cultural Vila Flor
24 JUN – Leiria – Teatro José Lúcio da Silva
22 / 23  SET – Porto – Teatro Municipal do Porto
10 NOV – Ovar – Centro de Arte de Ovar

Fonte: © Estelle Valent

Créditos: Culturgest

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