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Coliseu Box: nasce uma nova Sala imersiva no interior da Sala Principal do Coliseu Porto Ageas

O Porto ganha um novo espaço para espetáculos de média dimensão. Chama-se Coliseu Box, tem capacidade para eventos até 400 lugares sentados ou 750 lugares em pé, e conta com uma particularidade que o torna único: ergue-se no interior de uma das maiores salas de espetáculo do país. A estreia do Coliseu Box acontece já a 26 de janeiro com o concerto de Alice Phoebe Lou, em parceria com a Estrella Galicia.

A obra, que decorreu no verão, permite criar novos Coliseus dentro do Coliseu, oferecendo à cidade, e à região, novos palcos. O Coliseu Box responde a necessidades identificadas pelo setor artístico e dos eventos, e acrescenta à cidade e à Área Metropolitana do Porto um novo espaço de média dimensão, equipado ao mais alto nível técnico e sonoro, capaz de oferecer espetáculos das mais variadas disciplinas artísticas.

Ao mesmo tempo, reforça a competitividade na captação de eventos internacionais artísticos e corporativos, que cada vez mais procuram apresentar-se em espaços históricos, com alma e identidade.

“O Coliseu Box nasce como um desejo. É simultaneamente caixa-forte, imersivo e premium, intimista, com traje clássico ou em tela de projeção, desempoeirado e contemporâneo, com maior diversidade plástica para receber outros públicos”, afirmou Miguel Guedes, Presidente do Coliseu, em conferência de imprensa. “Respondendo à vontade de criar uma nova sala de visitas da cidade para conferências e partilhas no setor corporativo e turístico, assim como para responder aos novos desafios artísticos e culturais dos distintos segmentos discursivos, estéticos e disciplinares da cidade e da região, este é um objeto voador identificado em sonhos.

A conferência de imprensa contou ainda com as intervenções da Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, do Presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, do Vereador da Cultura da cidade, Jorge Sobrado, do engenheiro Vasco Peixoto de Freitas, e do arquiteto Nuno Valentim.

Na cúpula do Coliseu, a 30 metros de altura sobre a Plateia, foram instalados oito motores que sustentam uma cortina com 12 metros de altura e uma tela de projeção de 25 metros de comprimento, criando um espaço intimista e imersivo. A tela de projeção permite a transmutação do público para o palco, ao possibilitar que o espetáculo utilize o cenário em 360 graus.

Uma das maiores vantagens do Coliseu Box é permitir aos artistas a apresentação de espetáculos intimistas para lotações mais exclusivas, utilizando o grande palco do Coliseu em toda a sua capacidade. Para isso foi essencial o estudo acústico e a validação do funcionamento em vários cenários do revestimento da cortina, executado pelo gabinete do Engenheiro Vasco Peixoto de Freitas, Professor Catedrático de Construções da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Diretor do Laboratório de Física das Construções e especialista em construção e reabilitação de edifícios.

A estrutura tem capacidade para elevar uma tonelada de equipamento e pode ser recolhida rapidamente, de forma a manter o caráter reversível da obra. Ou seja, a Sala Principal continuará a acolher maioritariamente espetáculos para lotações de até 4.000 pessoas. Mesmo recolhida, a estrutura do Coliseu Box vem reforçar as possibilidades de desenho de luz e som para todos os espetáculos que acontecem neste teatro.

O Coliseu Box conta com uma parceria de programação com a SON Estrella Galicia, o projeto musical da cerveja Estrella Galicia, que se inaugura com o concerto da cantora e compositora sul-africana Alice Phoebe Lou. Até ao final do ano vão ser anunciados mais concertos de música alternativa. O ciclo internacional SON Estrella Galicia tem dado a descobrir, em diversos países, artistas imprescindíveis, salas de referência, festivais e espaços fora do comum focados na música alternativa. A nova sala fica a partir de agora ao dispor dos artistas, companhias e agentes culturais ou dos eventos, reforçando o caráter democrático do Coliseu.

A obra foi cofinanciada pelo Programa Regional NORTE 2030 e teve em conta a preservação da traça original do edifício, classificado como Monumento de Interesse Público, projetado por Cassiano Branco e inaugurado em 1941. Com projeto do arquiteto Nuno Valentim, os panejamentos deixam à vista a abóbada da sala, marca fundamental da sua estética. Esta opção arquitetónica salvaguarda a leitura completa e integral do Coliseu.

O desenho do Coliseu Box olhou atentamente para a sala e projeta novos usos e novas apropriações performativas”, explica Nuno Valentim. “Como sempre, na história e no local estavam os dados para concretizar a sua forma, a sua materialidade e, sobretudo, a sua reversibilidade – sem tocar na integridade e na espetacularidade arquitetónica da sala.

No soalho da plateia estava já gravada a implantação deste cilindro – a pista de circo -, nas Galerias estava definida a sua altura e nas cortinas de palco a sua textura”, descreve o arquiteto, que teve ainda como referências a arquitetura modernista (Café Samt & Seide, em Berlim, de Ludwig Mies van der Rohe, 1927), a referências mais contemporâneas (Berliner Union Film Ateliers, Atelier Gardens, Berlim, MVRDV, 2022).

Com o Coliseu Box, o Coliseu reforça o seu posicionamento como uma das salas mais polimórficas e versáteis, não apenas a nível nacional mas também internacional, onde se apresentam espetáculos em plateia em pé, sentada e em formato arena, sendo também, a par com o Teatro Nacional de São Carlos, o único teatro em Portugal com dois fossos de orquestra, capaz de apresentar óperas completas. Com uma capacidade máxima de 4.000 lugares, permite-se, a partir de agora, acolher com conforto e intimidade espetáculos para novas lotações.

 

Fonte: coliseu.pt

 

 

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