A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 3 de fevereiro, “Cânone de Câmara Escura”, o novo romance do escritor espanhol Enrique Vila-Matas, traduzido por J. Teixeira de Aguilar, um livro sobre livros, sobre a impossibilidade de escrever e sobre o sentido último da escrita.
Vidal Escabia, o protagonista desta história, selecionou 71 livros num quarto escuro da sua casa no intuito de escrever um cânone deslocado, intempestivo e inatual, dissidente dos oficiais. Todas as manhãs escolhe ao acaso um deles e traz à luz um fragmento destinado ao cânone, mas o que a sua leitura desentranha influi na sua vida e também na sua escrita.
Crescem as suspeitas de que narrador de Cânone de Câmara Escura seja um andróide, um Denver-7 infiltrado entre as pessoas comuns de Barcelona, ou, pelo contrário, utilize o cânone para dar sentido à sua vida perante o amor exarcebado que sente pela filha ausente.
Um Vila-Matas extremo que vai mais além na sua indagação sobre o não-sentido, o simulacro e a ficção como estranhas formas de vida, e também na sua visão da arte literária como transmissão, colaboração e modificação de ideias alheias. Uma busca, em suma, de um sentido último da escrita, ao mesmo tempo que se exploram temas como o duplo ou a ausência infinita que deixam aqueles que amamos, «a mesma ausência que Eurídice deixou a Orfeu e da qual muitos julgam que a escrita nasceu».
O melhor Enrique Villa-Matas regressa ao registo do celebrado Bartleby & Companhia com um livro sobre livros, sobre a impossibilidade de escrever e sobre o sentido último da escrita.
«Com Enrique Vila-Matas só temos de deixar-nos levar porque estamos nas mãos de um mestre.»
Paul Auster
«A voz narrativa dos livros de Vila-Matas pode sobreviver a todas as catástrofes: poucos escritores na literatura atual conseguiram sustentar um tom tão íntimo e tão pessoal. Por isso esperamos sempre um novo livro seu.»
Ricardo Piglia
«É reconfortante que um autor como Vila-Matas, tão consagrado e tão unanimemente aplaudido, faça do regozijo do leitor o seu principal objetivo, sem por isso descurar a máxima autoexigência.»
Juan Marqués, La Lectura, El Mundo
«A sua inteligente jocosidade e o seu fervor pela língua escrita são visíveis em cada página… Vila-Matas é um mestre, um dos romancistas espanhóis contemporâneos mais dotados.»
Publishers Weekly
«Escritor elegante e irónico, Vila-Matas é um dos mais distintos romancistas espanhóis.»
The New York Times
«Cânone de Câmara Escura reafirma, como todos os romances de Vila-Matas, que a literatura é a melhor e mais feliz ocupação que têm os seres humanos. E alguns androides…»
Enrique Lapuente, Entreletras
Enrique Vila-Matas (Barcelona, 1948) é um dos mais consagrados escritores espanhóis da atualidade. Traduzido em 37 línguas, da sua vasta obra destacam-se História Abreviada da Literatura Portátil, Suicídios Exemplares, Filhos sem Filhos, Bartleby & Companhia, O Mal de Montano, Doutor Pasavento, Paris nunca Se Acaba, Exploradores do Abismo, Diário Volúvel, Dublinesca, Chet Baker Pensa na Sua Arte, Ar de Dylan, Kassel não Convida à Lógica, Marienbad Eléctrico, Mac e o Seu Contratempo, Esta Bruma Insensata e Montevideu (considerado livro do ano pelo El Mundo, em 2022). Cavaleiro da Legião de Honra francesa, recebeu os mais importantes prémios literários, entre os quais o Prémio FIL, o Prémio Rómulo Gallegos, o Prix Médicis Étranger, o Prémio Nacional de Cultura da Catalunha, o Prémio da Real Academia Espanhola e o Prix du Meilleur Livre Étranger. “Cânone de Câmara Escura” é o seu mais recente romance.Cânone de Câmara Escura, novo romance de Enrique Vila-Matas

Fonte: LeYa



