Artigo

Cancro

Cancro é a designação que engloba um grupo de mais de cem doenças diferentes, que têm em comum um crescimento celular descontrolado e a disseminação de células anormais.

No organismo normal as células renovam-se de forma ordenada, permitindo a reparação e crescimento harmonioso dos tecidos do nosso organismo.

O cancro surge quando ocorre uma lesão do material genético, ou seja, do ADN da célula, levando ao aparecimento de mutações. O passo seguinte denomina-se «promoção», levando a uma proliferação descontrolada de células anormais.

Numa pessoa saudável, estas células são eliminadas pelo sistema imunitário. Mas se o nosso organismo não for capaz de as reconhecer e destruir surgirá uma neoplasia maligna ou um cancro.

São múltiplos os fatores que podem contribuir para o aparecimento de uma doença maligna:

  • Dieta
  • Tabaco
  • Infeções virais
  • Exposição excessiva à radiação solar
  • Exposição a certos agentes químicos, hormonas e radiações
  • Influência genética

Estes fatores podem atuar isoladamente ou em combinação durante vários anos até se declarar a doença.

Em muitos casos, se evitarmos a exposição àqueles fatores poderemos prevenir alguns tipos de cancro. É o que acontece, por exemplo, com o cancro do pulmão, que tem uma relação direta com o tabagismo, e o cancro cutâneo, com a exposição crónica à radiação solar.

O cancro pode atingir qualquer órgão. Atualmente, os cancros com maior incidência em Portugal são, por ordem decrescente de frequência, os cancros da mama, próstata, pulmão, estômago e bexiga.

A maior parte destes tumores tem a capacidade de infiltrar outros órgãos ou tecidos e podem invadir a corrente sanguínea, dando origem a tumores distantes do tumor primitivo – metástases -, pondo em risco a vida dos doentes. Por exemplo, o cancro da mama avançado pode atingir os pulmões, fígado, ossos, cérebro.

Dada a grande diversidade de tumores, o cancro não deve ser considerado uma entidade clínica isolada.
É fundamental ter em conta os diferentes padrões de crescimento e metastização, que variam de caso para caso, consoante os tipos de cancro e as características dos doentes.

Geralmente, o cancro atinge com maior frequência as pessoas com mais de 40 anos, sendo o risco de cancro cinco vezes superior a partir desta idade.
Esta doença pode atingir qualquer grupo etário, incluindo crianças e jovens, havendo determinados tipos de cancro específicos destas idades (tumor de Wilms, neuroblastoma e leucemia linfoblástica aguda, por exemplo).

As doenças oncológicas são a segunda causa de morte em Portugal e a que mais subiu nos últimos anos. O envelhecimento da população e as modificações nos estilos de vida têm contribuído para o aumento relativo da incidência de novos casos.

Por outro lado, o aumento do sucesso dos tratamentos contribuiu para o aumento significativo do número de sobreviventes de cancro.

Apesar do medo e do desconhecimento que ainda que envolvem a problemática do cancro, grandes têm sido os progressos da Oncologia nos últimos anos, tanto no diagnóstico como no tratamento. Cerca de um terço dos casos de cancro no adulto e mais de metade nas crianças podem ser atualmente curados.

O diagnóstico precoce contribui, sem dúvida, para o maior número de curas e de remissões prolongadas da doença. Melhorar a prevenção primária e secundária continuam a ser importantes desafios.

Por outro lado, mesmo nos doentes em fase avançada, em que a cura do cancro não é possível, com os meios de terapêutica paliativa atualmente disponíveis podemos controlar com eficácia a maioria dos sintomas e, assim, contribuir para uma melhor qualidade de vida destes doentes.

Fonte: IPO Lisboa

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