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Book 2.0 regressa a 15 e 16 de setembro de 2026

Após uma edição que reuniu mais de 700 participantes e 40 oradores nacionais e internacionais na Fundação Champalimaud, a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros anuncia que a 4.ª edição do BOOK 2.0 – O Futuro da Leitura já tem data marcada: 15 e 16 de setembro de 2026, em Lisboa.

Em 2026, o BOOK 2.0 ruma ao emblemático Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), um palco de prestígio onde o conhecimento, a cultura e a educação se cruzam, colocando o livro no centro dos debates que moldarão o nosso futuro.

Sob o mote “Back to Basics. Back to Books”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre o papel do livro enquanto ferramenta de resistência e cidadania num mundo marcado pela fragmentação da atenção. Esta edição assenta em três pilares fundamentais: o papel da Cultura, Educação e Economia como aliados para o bem comum e para a literacia; o impacto dos Direitos de Autor e da Inteligência Artificial, debatendo a ética e a sustentabilidade do ecossistema editorial face às novas tecnologias; e a Democracia e a Liberdade de Expressão, reafirmando o livro como um instrumento essencial no combate à desinformação e na construção de sociedades informadas e críticas.

O evento regressa com o objetivo de reforçar a sua missão enquanto fórum europeu de referência para o debate estratégico em torno do livro, da leitura, da literacia e do conhecimento. O anúncio surge na sequência da publicação do relatório final da terceira edição, no qual são apresentadas recomendações concretas para o reforço de políticas públicas integradas que promovam a leitura e a literacia em todas as suas dimensões, da digital à financeira, passando pela emocional e familiar.

A edição de 2025, que teve como mote “A Reinvenção das Espécies”, ficou marcada por uma forte mobilização da comunidade educativa, cultural, científica e política, incluindo a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e de vozes relevantes da Comissão Europeia, da OCDE e de organizações editoriais internacionais, como a International Publishers Association (IPA).

“O BOOK 2.0 não é apenas um evento sobre livros. É a afirmação de um compromisso coletivo com o futuro, que ambicionamos transformar num desígnio nacional. É a prova de que, quando nos juntamos, conseguimos colocar a leitura e a literacia no centro da agenda para o desenvolvimento,” afirmou Miguel Pauseiro, Presidente da APEL, acrescentando: “O papel da escola, das famílias e da sociedade em geral é crucial para que o livro seja visto como uma ferramenta essencial de cidadania e de desenvolvimento do potencial humano e para que a leitura se transforme num hábito sustentável ao longo da vida.”

Uma das principais recomendações apresentadas por especialistas internacionais durante o BOOK 2.0, foi o apelo à regulação do uso precoce da tecnologia digital entre crianças e jovens. A evidência científica aponta para a necessidade de evitar a exposição a tablets e smartphones antes dos 13 anos, assim como de proibir o uso de telemóveis nas escolas durante o horário letivo. Sugere-se também o adiamento do acesso às redes sociais e a dispositivos próprios até aos 18 anos, de modo a proteger a atenção, a empatia e a resistência mental dos jovens. Paralelamente, recomenda-se a promoção de hábitos regulares de leitura e a substituição do tempo excessivo em frente a ecrãs por atividades criativas, físicas e sociais. Outro eixo essencial passa por capacitar pais e professores para reconhecerem precocemente sinais de dependência digital, promovendo uma intervenção educativa atempada e eficaz.

O relatório final do BOOK 2.0 propõe uma visão integrada para a promoção da leitura, centrada em hábitos de leitura, educação acessível, literacia e bem-estar mental. Defende-se o reforço de programas escolares e comunitários, o apoio à leitura desde a infância até à idade adulta, e a criação de condições de acesso como bibliotecas móveis e recursos digitais gratuitos. A leitura é também valorizada como ferramenta terapêutica e emocional, com impacto na saúde mental e nas relações familiares.

Noutra frente, são recomendadas medidas para promover a sustentabilidade no setor editorial, reforçar a diversidade e inclusão nas narrativas e integrar a leitura em projetos interdisciplinares com ciência, arte ou tecnologia. A transformação digital é destacada como uma oportunidade, desde que acompanhada por um uso crítico das redes sociais e uma reflexão ética sobre o papel da inteligência artificial na edição e no acesso ao conhecimento.

A edição de 2025 ficou também marcada pela apresentação da nova edição do estudo “Hábitos de Compra e Leitura em Portugal”, desenvolvido pela GfK para a APEL, que revelou que 76% dos portugueses afirmam ter hábitos de leitura, embora apenas 58% tenham comprado livros em 2024. Apesar de o mercado livreiro ter alcançado os 202 milhões de euros no último ano, com um crescimento de 8%, Portugal continua a apresentar um dos indicadores per capita de compra de livros mais baixos da Europa, reforçando a urgência de políticas públicas estruturadas neste domínio.

Em 2025, o BOOK 2.0 lançou uma nova serie de podcasts, criando um espaço continuo de reflexão sobre o futuro do livro, da leitura e do conhecimento. Esta serie reúne convidados marcantes de edições passadas do evento e propõe debates sobre as ideias e tendências que estão a redefinir o setor editorial e literário. Em cada episodio, autores, criadores e investigadores refletem sobre como a leitura mantém o poder de inspirar e transformar num mundo cada vez mais digital. O podcast do BOOK 2.0 é um convite a descobrir histórias, ideias e experiências que continuam a transformar a forma como lemos e pensamos o mundo.

Ao longo de dois dias, o BOOK 2.0 deu palco a debates com intervenções de especialistas como Maryanne Wolf (UCLA), Axel Voss (Parlamento Europeu), Lúcia Dellagnelo (OCDE), Daniel Benchimol (Proyecto451), Pedro Pacífico (Bookster), Meg Jay (psicóloga e autora), Johan Pehrson, antigo Ministro da Educação da Suécia, Paula Pimenta, José Eduardo Agualusa, entre muitos outros, reforçando o papel do evento como plataforma científica, política e cultural.

Promovido pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, o BOOK 2.0 consolidou-se como o principal fórum interdisciplinar na Europa dedicado ao debate sobre livros, leitura, literacia e conhecimento. Com uma missão clara de posicionar o livro no centro das grandes transformações contemporâneas, o evento assume-se como uma ferramenta de mudança, propondo uma reflexão alargada sobre os caminhos para uma sociedade mais informada, crítica e preparada para o futuro.

A edição de 2025 do BOOK 2.0 contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, e com os apoios da Câmara Municipal de LisboaTurismo de LisboaPlano Nacional de LeituraDGLABRede de Bibliotecas de Lisboa – BLXJunta de Freguesia de BelémTeresa e Alexandre Soares dos Santos Iniciativa EducaçãoInternational Publishers AssociationWorld Literacy FoundationFederation of European PublishersEuropean and International Booksellers FederationPublishing PerspectivesClube das Mulheres EscritorasNúvem Vitória, Tale House, C. Santos VP, e Altis Belém, tendo como parceiro estratégico e produção a Vanilla Project – Inspiring Change.

 

Fonte: lift.com.pt

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