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“Be Butterfly Friendly” vai ‘voar’ com as borboletas por Portugal

“Be Butterfly Friendly” vai ‘voar’ com as borboletas por Portugal

O projeto de ciência-cidadã Be Butterfly Friendly (BBF), que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), vai construir uma rede de embaixadores de borboletas em Portugal no sentido de conhecer e reverter o declínio destes insetos.  O lançamento do projeto, a nível nacional, ocorre no dia 25 de janeiro às 9h30, através de uma ação de curta duração direcionada a docentes, estudantes universitários, educadores ambientais e técnicos ambientais dos municípios.

Após o sucesso do projeto-piloto nas escolas do concelho de Oeiras, que alcançou cerca de 15 escolas e 200 alunos, o BBF quer continuar a sensibilizar para a proteção e conservação dos polinizadores em instituições de ensino, mas também alargar o alcance a cientistas cidadãos, grupos de jovens e adultos.

Nesse sentido, o projeto realiza um curso de formação de lepidópteros, das borboletas diurnas, que totaliza 10 horas para marcar o início do BBF a nível nacional.  A ação de curta duração é acreditada para professores pela Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO). A primeira parte (7 horas) decorre no dia 25 de janeiro na sede da ASPEA (Parque do Calhau, em Lisboa) e a segunda no dia 8 de março no Museu Nacional de História Natural e da Ciência – Universidade de Lisboa (3 horas).  As inscrições para a ação já encerraram, após o preenchimento das vagas disponíveis.

Neste ano letivo, o BBF abre-se às escolas do País, a toda a comunidade educativa e aos cidadãos que queiram participar na monitorização das borboletas das horas escolares ou de outros espaços verdes. As inscrições para o projeto devem ser realizadas neste link.

O projeto numa primeira fase desenvolve formações como a que marca o lançamento nacional. Numa segunda fase, é desenvolvido o projeto na escola ou espaço verde (por turma ou a título individual/grupal, respetivamente). Esta fase implica a criação/manutenção e monitorização de jardins de borboletas com espécies hospedeiras de lagartas de borboletas ou plantas nectaríferas. Os dados deverão ser recolhidos pela app iNaturalist e integrados no projeto-chapéu do Biodiversity4all dedicado ao projeto.

O projeto vai, ainda, promover a 2º edição do concurso de desenho “Plantar Borboletas” e dinamizar saídas de campo na Primavera, com o propósito de reconhecer a importância, causas e consequências do declínio dos insetos polinizadores.

“A continuação deste projeto parte muito da vontade de permitir que outros cidadãos possam também ser sensibilizados para o papel das borboletas nos ecossistemas naturais e na produção de alimentos”, explica a vice-presidente da ASPEA e coordenadora do projeto, Clarisse Ferreira.

“É importante para mim promover formas de contactos entre os cidadãos, principalmente as crianças, e a Natureza. O sucesso do projeto-piloto e o feedback recebido demonstram que a estratégia utilizada consegue ser facilmente replicada pelas restantes escolas e que existe interesse da comunidade educativa em abordar este tema”, nota ainda.

Be Butterfly Friendly conta com o apoio do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e Mar, ambos da Universidade de Aveiro, da Polli.NET – Rede Colaborativa para a Avaliação, Conservação e Valorização dos Polinizadores e da Polinização, e da Câmara Municipal de Oeiras. O projeto piloto contou com uma bolsa de 1379 euros, atribuída pela “Forestry and Nature Conservation Agency de Taiwan”, uma organização do Ministério da Agricultura de Taiwan dedicado à gestão florestal sustentável e à conservação da natureza.

Sobre a ASPEA

A Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) é uma organização não-governamental de ambiente (ONGA), fundada em 1990, que conta já com 30 anos de experiência na sensibilização ambiental, formação e capacitação, consultoria e desenvolvimento de projetos e programas de Educação Ambiental em diversas temáticas do ambiente e sustentabilidade, para um vasto leque de atores e públicos, nas formas de ação educativa formal, não-formal e informal.

A ASPEA tem a sua sede em Lisboa e núcleos em Aveiro, Braga, Bragança e Açores.

 

Fonte: aspea.org

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