Artigo

Analphabet | Alberto Cortés

Ao entardecer, depois da forte discussão de um casal de amantes na praia de Gulpiyuri, um fantasma chamado Analphabet aparece sobre o mar a contar a sua história e a cantar canções ao casal.

Analphabet é a invenção de um mito: o de um espírito romântico que se manifesta aos casais em ambientes naturais e que vive aprisionado na ferida da carne; a sua aparição evidencia a ravina a que chamamos “casal de amantes” e os maus-tratos a que nos submetemos dentro dessa estrutura amatória. A sua história pessoal abre a caixa das violências intragénero e expõe a necessidade de extremar também os cuidados nas relações gay atravessadas pela herança patriarcal.

Como espírito atormentado, bebe da poesia do romantismo alemão e das suas paisagens (Goethe, Hölderlin ou Novalis acompanharam esta escrita), mas também se serve da idiossincrasia andaluza e da ferida mortal de um amor em Euskadi. O fantasma, embora venha moribundo e ferido sobre um cavalo, traz consigo uma esperança: o que pode fazer a poesia pela ferida.

Espetáculo em castelhano com legendas em português e inglês

Ficha técnica:

El Mandaíto Producciones SL. Conceito, dramaturgia, textos, encenação e interpretação de Alberto Cortés; violino e conversas por Luz Prado.

12 € – preço normal (ver descontos aplicáveis)

teatro
23 abril a 24 abril 2026
qui: 19h30; sex: 19h30
Teatro do Bairro Alto
Fonte: AgendaLX
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