O tempo é uma dimensão essencial sobre a qual tanto a física como a filosofia dirimem argumentos. Do tempo como realidade física indissociável do espaço (como sustentou Einstein) ao tempo como construção humana, o sonho de nele viajar inspirou, desde o século XIX, incontáveis aventuras na ficção, muito embora na mitologia universal tudo isso tenha sido antecedido por alguns personagens místicos dotados do poder de viajar entre anos e séculos.
Alimentando o fascínio de viajar no tempo, Alex Cassal criou o espetáculo Hotel Paradoxo, “uma experiência híbrida de teatro, cinema e astrofísica, concebida para acontecer num planetário, sob a abóbada da sala de projeção, como se estivéssemos a olhar para um céu repleto de estrelas”. Aqui, um homem (interpretado por Marco Mendonça) viaja dos dias de hoje para o verão de 2009, naquela que virá a ser “uma jornada à escala íntima, com pequenos desvios por praias quânticas com vista para o Big Bang e retiros rochosos num futuro desprovido de vida”.
Integrado no Festival Temps d’Images, Hotel Paradoxo é uma produção da Má Criação com a Culturgest, instituição que promove, no dia 26 de maio, a conferência Viagem no Planeta Tempo, onde o astrónomo Rui Agostinho, acompanhado por Alex Cassal, reflete sobre o conceito de “tempo” a partir do conhecimento científico atual.
[texto: Frederico Bernardino/Agenda Cultural Lisboa, maio 2026]
Ficha técnica:
Má-Criação. Texto e encenação de Alex Cassal; com Marco Mendonça.
10 €



