Estreado em 2013, a versão coreográfica de Fernando Duarte de O Lago dos Cisnes, para a CNB, sobre a partitura intemporal de Piotr Ilitch Tchaikovski, desloca-se da estrutura narrativa e simbólica do original para construir uma leitura mais interior, mais onírica, onde os limites entre realidade e fantasia, luz e sombra, amor e ilusão se tornam permeáveis.
A esta proposta coreográfica junta-se a colaboração do cineasta Edgar Pêra, que assina uma visão cinematográfica concebida especificamente para o espetáculo. A imagem em movimento surge como presença expandida da cena, não para ilustrar, mas para criar tensão, prolongar e desdobrar o espaço dramatúrgico. RG



